Paralisação de sistemas causa prejuízos de quase R$ 60 milhões

Setor florestal de Mato Grosso é severamente afetado.

Sergio Marques
Paralisação de sistemas causa prejuízos de quase R$ 60 milhões

A paralisação dos sistemas de controle florestal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) provocou prejuízos estimados em quase R$ 60 milhões ao setor florestal de Mato Grosso. O acontecimento, que ocorreu entre os dias 14 e 19 de outubro de 2026, também afetou o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

Segundo o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), 1.331 caminhões ficaram parados, acumulando perdas ao longo de toda a cadeia produtiva de base florestal. Essa interrupção impactou diretamente a comercialização de toras, madeira serrada e beneficiada, além da biomassa.

Os sistemas Documento de Origem Florestal (DOF) e Sinaflor foram reativados na tarde do dia 19, mas ainda apresentam falhas e oscilações. Devido a isso, o transporte de madeira e o abastecimento das indústrias estão comprometidos, resultando em um descumprimento de contratos comerciais.

O levantamento aponta que o faturamento comprometido chega a R$ 52,39 milhões, além de multas e despesas que somam R$ 2,22 milhões. Desses valores, R$ 5,24 milhões refletem danos em cascata, como cancelamentos de contratos e perda de clientes, demonstrando o impacto contínuo da paralisação nos negócios.

Causa da paralisação dos sistemas de controle florestal

A interrupção dos sistemas de controle florestal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ocorreu entre os dias 14 e 19 de outubro de 2026. Durante esse período, o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) também foi afetado, provocando prejuízos ao setor florestal de Mato Grosso. Essa paralisia no funcionamento dos sistemas teve um impacto direto sobre a operação das empresas que dependem da comercialização de produtos florestais.

A situação se agravou com a inatividade do Documento de Origem Florestal (DOF) e do Sinaflor, que apenas foram reativados na tarde do dia 19 de outubro. Contudo, ainda apresentam oscilações, o que compromete o abastecimento das indústrias e gera incerteza no cumprimento de contratos. A falta de um sistema estável tem causado transtornos significativos, dificultando a eficiência das operações.

Além da suspensão das atividades, os prejuízos ao setor florestal não se restringem apenas à paralisação momentânea. O impacto na cadeia produtiva inclui tanto a interrupção no fluxo de suprimentos quanto o aumento das despesas operacionais. O setor florestal, que lida com prazos e contratos rigorosos, enfrenta prejuízos que reverberam em várias áreas, desde a logística até a produção.

Impactos financeiros e logísticos no setor florestal

Conforme o levantamento do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), a paralisação resultou na retenção de 1.331 caminhões, o que gerou um comprometimento financeiro significativo. O faturamento impede de alcançar R$ 52,39 milhões, além de outras multas e despesas que somam R$ 2,22 milhões. Esses valores revelam um quadro alarmante sobre a saúde financeira das empresas que atuam no setor florestal.

Dentre os prejuízos, R$ 5,24 milhões representam danos em cascata, tais como cancelamentos de contratos e perda de clientes. Esses fatores não apenas afetam a receita imediata, mas criam um efeito dominó que pode desacelerar ainda mais o crescimento do setor. As empresas se veem obrigadas a lidar com as consequências a longo prazo da paralisação, que poderá provocar a redução de sua capacidade produtiva.

Outro ponto importante é que as dificuldades se estendem às operações de exportação. Segundo a avaliação, cerca de US$ 1,1 milhão em atividades de exportação foram prejudicadas por conta das falhas nos sistemas. Isso indica que não apenas o mercado interno foi afetado, mas também as relações comerciais internacionais, essenciais para a sustentabilidade financeira das empresas do setor florestal.

Em conclusão, a paralisação dos sistemas de controle florestal não apenas resultou em prejuízos imediatos, mas também criou um cenário de instabilidade que pode afetar o futuro do setor florestal em Mato Grosso. Os desafios enfrentados na recuperação das operações e a necessidade de garantias para evitar novas interrupções se tornam cada vez mais relevantes no contexto atual.

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Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.

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