Funcionários do Frigorífico Redentor entram em estado de greve

Trabalhadores do Frigorífico Redentor reivindicam direitos trabalhistas essenciais.

Sergio Marques
Funcionários do Frigorífico Redentor entram em estado de greve

Funcionários do Frigorífico Redentor, localizado em Guarantã do Norte, decidiram entrar em estado de greve a partir da quarta-feira, 21 de outubro de 2026, devido a uma série de reivindicações trabalhistas. Entre as demandas estão a regularização do FGTS, repasses de empréstimos consignados, férias atrasadas e pagamento do Vale-Alimentação, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins de Mato Grosso (Sintracal).

A situação dos trabalhadores se agrava desde 2019, quando um processo de Recuperação Judicial iniciado por uma das empresas envolvidas complicou a situação financeira do Frigorífico Redentor. De acordo com os representantes sindicais, são milhões de reais em disputa e a falta de transparência nos processos torna ainda mais difícil a regularização dos direitos dos funcionários.

Dentre as principais preocupações levantadas pelos sindicalistas está a ausência de depósitos do FGTS, que estão em atraso desde janeiro de 2026, afetando diretamente a segurança financeira dos trabalhadores. Além disso, questões como a negativa de pagamentos de empréstimos consignados, que levou alguns funcionários a enfrentarem cobranças e negativação de seus nomes, estão no centro da pauta de reivindicações.

As ações judiciais já estão em andamento, com o sindicato apresentando pedidos para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas. A decisão dos funcionários de parar suas atividades foi unânime durante uma reunião e reflete a insatisfação crescente com a atual situação. O desfecho do movimento e a regularização das pendências ainda dependem das negociações com a empresa.

Reivindicações dos Trabalhadores

Os funcionários do Frigorífico Redentor entraram em estado de greve em 21 de outubro de 2026, motivados por diversas reivindicações de natureza trabalhista. Entre as principais demandas, destacam-se a regularização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a quitação de empréstimos consignados, o pagamento de férias atrasadas e ajustes no Vale-Alimentação. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins de Mato Grosso (Sintracal) está acompanhando a mobilização e as negociações em busca de soluções para os problemas identificados.

A situação dos colaboradores do frigorífico se agravou a partir de 2019, quando uma disputa comercial significante entrou em curso, resultando na recuperação judicial do Frigorífico Redentor. Essa situação começou a impactar diretamente os direitos dos trabalhadores, especialmente com relação ao FGTS, que está atrasado desde janeiro de 2026. O sindicato mencionou que os trabalhadores estão enfrentando dificuldades financeiras em virtude da falta de depósitos regulares desse fundo.

Outro ponto crítico se refere aos empréstimos consignados, cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos funcionários, mas os repasses para as instituições financeiras não têm sido realizados. Isso gerou situações de negativação de nomes e cobranças indevidas, além de uma grande preocupação entre os colaboradores, que agora correm o risco de ver seus créditos comprometidos.

A insatisfação com a situação atual foi um fator central que levou à decisão dos trabalhadores de entrar em estado de greve. Durante uma reunião, os funcionários deliberaram sobre a paralisação, expressando sua frustração e a necessidade de medidas efetivas para resolver as pendências que afetam seu cotidiano.

Contexto da Recuperação Judicial

A recuperação judicial que afetou o Frigorífico Redentor está gerando sérias complicações, refletindo um processo que envolve somas significativas de dinheiro e resulta em incertezas para os trabalhadores. Uma disputa legal em andamento tem dificultado a transparência nas informações sobre as finanças da empresa. O Sintracal reivindica que o acesso aos dados sobre a situação financeira da empresa seja garantido para proteger os direitos dos funcionários e garantir que suas reivindicações sejam atendidas.

Desde que o processo judicial começou, diversas questões relacionadas aos direitos trabalhistas dos colaboradores têm sido negligenciadas. As alegações acerca do atraso no depósito do FGTS e a falta de pagamento dos empréstimos consignados se tornaram temas recorrentes durante as mobilizações. O sindicato já formalizou ações judiciais buscando retornar os direitos que foram garantidos por lei e até agora não foram cumpridos pela administração da empresa.

Ainda que a empresa tenha respondido ao sindicato com documentos que supostamente comprovam pagamentos, a verificação desses documentos ficará a cargo da representação dos trabalhadores. Essa desconfiança é um reflexo da dificuldade vivida pelos funcionários, que temem ver os seus direitos trabalhistas cerceados por decisões administrativas ou por atritos entre as partes envolvidas.

As férias também são uma preocupação para os funcionários. O atraso na concessão desse direito, que pode ultrapassar os dois anos, gera um clima de descontentamento e ansiedade, além de desafios para a saúde mental dos colaboradores. O sindicato alertou sobre a urgência de regularização dessa situação, enfatizando que os direitos dos trabalhadores precisam ser respeitados.

Mobilização e Consequências

A decisão de entrar em estado de greve pegou a administração do Frigorífico Redentor de surpresa e demonstra o descontentamento da categoria com as condições de trabalho atuais. Por meio de uma mobilização, os trabalhadores deixaram seus postos de trabalho após o término de uma tarefa específica para evitar desperdícios no processo produtivo, mostrando que optaram por realizar uma greve sensata, sem comprometer ainda mais o fluxo operacional do frigorífico.

Após a mobilização inicial, um gerente da unidade entrou em contato com o sindicato solicitando colaboração para que a produção não fosse drasticamente interrompida, diante dos animais já em processo de abate. Essa ação reflete a preocupação da administração com a continuidade das atividades, mas também a necessidade de um diálogo melhor estruturado com os trabalhadores, buscando assegurar a regularização de suas pendências a fim de evitar paralisações futuras.

O Sintracal, por sua vez, mantém suas solicitações firmes e promete acompanhar de perto as negociações, com foco em garantir os direitos e benefícios a que os trabalhadores têm direito. A continuidade do estado de greve e o envolvimento do sindicato demonstram a força da categoria na busca por soluções que atendam suas demanda.

Estando em uma posição delicada, o frigorífico se comprometeu a tentar regularizar os pagamentos pendentes e se mostrou aberto ao diálogo com o sindicato. Contudo, a resposta à mobilização ainda depende de ações efetivas a serem tomadas pela empresa perante as demandas asseguradas por lei. O desfecho do movimento permanece incerto, no entanto, as reivindicações dos funcionários são claras e necessitam de resolução urgente.

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Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.