Oito milhões e meio de idosos não votaram no primeiro turno
Voto no segundo turno pode ser usado como prova de vida no INSS.
Cerca de 8,49 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. Este dado foi extraído de um levantamento do Movimento Voto 70+, que analisou os microdados de participação eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro, representa uma nova oportunidade de registro para aqueles que recebem aposentadoria, pensão ou outras modalidades de benefícios sociais.
O absenteísmo nessa faixa etária foi significativo, com aproximadamente 49,2% dos eleitores de 70 anos ou mais não votando, uma queda em relação a 2022, quando a abstenção foi de 58,9%. O grupo com 80 anos ou mais apresenta uma alta taxa de abstenção, com cerca de 73,1% não comparecendo ao primeiro turno e cerca de 4 milhões de idosos nessa condição não participando.
As mulheres representam a maior parte dos eleitores ausentes, com 60,6% das ausências totalizando aproximadamente 5,14 milhões de eleitoras. A diferença nas taxas de abstenção entre os gêneros é notável, marcando 52,7% de descumprimento entre as mulheres contra 44,6% entre os homens, evidenciando uma distinção na participação eleitoral entre os idosos.
O Sudeste é a região mais afetada, concentrando mais da metade das ausências no país, com 4,33 milhões de adultos de 70 anos ou mais não votando, sendo o estado de São Paulo com o maior número de ausentes. As eleições do segundo turno podem trazer mudanças na participação, já que, em 2022, houve um aumento no comparecimento de idosos nas urnas que optaram por votar novamente. Além da escolha de candidatos, votar serve como uma importante forma de atualização cadastral para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Dados gerais sobre a abstenção no primeiro turno
Durante o primeiro turno das eleições de 2026, cerca de 8,49 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não compareceram às urnas, conforme um levantamento realizado pelo Movimento Voto 70+. Essa falta de comparecimento resulta em aproximadamente 49,2% da população idosa apta a votar nessa faixa etária, refletindo uma melhora em relação ao cenário de 2022, quando a abstenção alcançou 58,9%. No entanto, ainda assim, é alarmante o número de idosos que não participaram da votação, especialmente entre aqueles com 80 anos ou mais, onde a ausência foi de 73,1%.
Além disso, o levantamento revela que aproximadamente 4 milhões de idosos com 80 anos ou mais não compareceram, um cenário que sinaliza a necessidade de se compreender melhor as condições que geram essa abstenção. Entre as possíveis causas, questões de mobilidade, saúde e acesso ao transporte podem ser determinantes nesta faixa etária, influenciando diretamente a participação política dos idosos nas eleições.
É importante frisar que o voto para cidadãos acima de 70 anos é facultativo, de acordo com a legislação eleitoral brasileira. Portanto, a baixa participação não acarreta penalizações diretas, mas ela pode ter implicações nas políticas públicas voltadas para essa população.
Impacto da abstenção na votação do segundo turno
O segundo turno das eleições, agendado para 25 de outubro, traz consigo a possibilidade de nova tentativa de comparecimento por parte dos eleitores que não votaram no primeiro turno. Isso é especialmente relevante para os beneficiários de aposentadorias e pensões, já que votar neste segundo turno pode servir como um registro de prova de vida necessário para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A confirmação de presença nas urnas pode contribuir para a atualização dos dados cadastrais junto à Previdência Social.
Historicamente, a experiência de eleições anteriores indica que o segundo turno tende a mobilizar mais eleitores idosos. Em 2022, por exemplo, o número de eleitores com 70 anos ou mais subiu de 6,13 milhões no primeiro turno para 6,74 milhões no segundo, o que representa um aumento significativo e demonstra o potencial do segundo turno para reverter a abstenção de idosos nas eleições.
Infelizmente, mesmo com essa tendência de aumento no comparecimento, a realidade continua desafiadora. É crucial que estratégias eficazes sejam desenvolvidas para envolvimento dos idosos, a fim de facilitar o acesso e incentivar a participação nas votações, minimizando assim o impacto negativo da abstenção em futuras eleições. Além de exercer o direito ao voto, essa participação é fundamental para a integração social e política dos idosos.
A situação de abstenção entre os idosos também revela diferenças de gênero. As mulheres representam 60,6% das ausências nessa faixa etária, com um índice de abstenção de 52,7%, comparado aos 44,6% entre os homens. Essa disparidade sugere que as razões para a falta de comparecimento podem variar conforme o gênero, o que requer uma análise mais aprofundada para entender as especificidades de cada grupo.


