Agronegócio

Mato Grosso acelera colheita do milho, mas segue abaixo da média histórica

Colheita do milho avança em Mato Grosso, mas ainda está abaixo da média histórica.

Sergio Marques
Mato Grosso acelera colheita do milho, mas segue abaixo da média histórica

Avanço da colheita no estado

A colheita de milho da segunda safra em Mato Grosso está progredindo de maneira mais acelerada. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que, até o momento, 1,94% da área cultivada foi colhida. Esse percentual é superior ao observado no mesmo período do ano anterior, quando a colheita atingiu apenas 0,97%. Apesar dos avanços, este ritmo ainda está aquém da média histórica de 2,67% para esta época do ano.

Comparação com o ano anterior

Comparando os dados deste ano com os de 2025, observa-se um progresso significativo. No entanto, é evidente que a colheita, apesar das melhorias, permanece abaixo das expectativas históricas. Isso pode ser visto como um reflexo dos desafios enfrentados nas lavouras, que têm apresentado variações na produtividade.

Expectativas de produção

Para a temporada 2025/26, Mato Grosso, que se posiciona como o maior produtor de milho do Brasil, espera colher cerca de 52,6 milhões de toneladas do grão. Este volume representa uma diminuição de 5% em relação ao recorde anterior obtido, que foi impactado por previsões de produtividade inferior nas lavouras este ano. A área plantada, no entanto, mostrou crescimento de 1,8%, totalizando 7,39 milhões de hectares.

Fatores que influenciam os preços

O cenário atual de colheita no Mato Grosso ocorre em um contexto de queda nos preços do milho. No dia 30 de maio, as cotações do grão mostraram redução tanto na B3 quanto na bolsa de Chicago, resultado de diversos fatores que ampliam a percepção de oferta no mercado global.

Entre os fatores que influenciam esses preços, destacam-se:

  • Aumento da oferta global: O plantio nos EUA avança, e incertezas geopolíticas também afetam o mercado.
  • Colheita no Brasil: O início da colheita da safrinha brasileira está pressionando os preços para baixo.
  • Finalização da safra de verão: A venda da safra de verão, que foi realizada por um período mais prolongado, também aumentou a disponibilidade do produto.

Na B3, os contratos futuros mais relevantes enfrentaram perdas que variaram entre 0,4% e 0,9%. O vencimento de julho foi encerrado com cotação de R$ 65,42 por saca, enquanto o contrato para o mês de setembro fechou a R$ 68,11.

Impacto da colheita nos mercados

Embora haja uma queda no curto prazo, os contratos para meses futuros estão sendo negociados acima de R$ 70,00 por saca, o que sugere que há uma expectativa de recuperação nos preços nos próximos meses. Esse otimismo pode ser sustentado pela demanda interna.

Desempenho da safra de verão

A fase de finalização da safra de verão deste ano trouxe um cenário de comercialização mais amplo, levando a uma maior disponibilidade de milho no mercado. Os estoques de passagem elevados, herdados da última temporada, também contribuíram para uma sensação de estabilidade nas ofertas disponíveis, reduzindo a urgência nas compras por parte dos produtores.

Cenário de demanda no Brasil

No que diz respeito ao mercado interno, a demanda por milho permanece sólida. A expansão da indústria de etanol de milho, assim como a produção de ração, continua a manter o consumo do cereal em níveis elevados, o que promete contribuir para a absorção de uma parte significativa da safra durante o segundo semestre.

Perspectivas para exportações

As exportações permanecem como um canal crucial para o escoamento da safra brasileira. Contudo, especialistas alertam que os embarques podem não atingir as expectativas iniciais devido à intensificação da competição no cenário global.

Efeitos das cotações internacionais

A dinâmica internacional dos preços também exerce um papel importante no milho brasileiro. O aumento dos estoques globais e a maior oferta disponível no mercado internacional têm contribuído para a pressão sobre os preços. Os produtores devem acompanhar essa situação atentamente, já que pode influenciar diretamente a viabilidade econômica de suas colheitas.

O futuro do milho em Mato Grosso

Para o futuro do milho no estado, as expectativas são de que a demanda interna, especialmente impulsionada pela indústria, seja um fator vital para estabilizar o mercado. Com a colheita já em andamento e previsão de novos ciclos produtivos, espera-se que Mato Grosso continue sendo um protagonista na produção nacional de milho, mesmo enfrentando as adversidades atuais.

Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.

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