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Netanyahu ordena construção de 800 residências em colônias na Cisjordânia

Medida pode afetar relação com os EUA. Quase 500 mil israelenses vivem em assentamentos espalhados pela região, que é território palestino ocupado desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta segunda-feira (11) a construção de 800 novas residências em colônias na Cisjordânia ocupada.

A decisão ocorre a poucos dias da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, crítico ao avanço de Israel em territórios palestinos.

Em campanha para as eleições legislativas de 23 de março, Netanyahu ordenou "avançar na construção de cerca de 800 casas na Judeia e Samaria", nome pelo qual Israel se refere à Cisjordânia.

Quase 500 mil israelenses vivem em assentamentos espalhados pela região, que é território palestino, e foi ocupado pelo Exército israelense após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Apoio irrestrito dos EUA

Os palestinos veem os assentamentos como uma violação do direito internacional e um obstáculo à paz, uma posição com amplo apoio e respaldo internacional.

O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina condenou o anúncio, acusando Israel de “correr contra o tempo” para construir assentamentos antes que o presidente americano, Donald Trump, deixe o cargo.

O governo Trump forneceu apoio sem precedentes a Israel e abandonou a política de décadas de oposição aos assentamentos. Em 2020, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se tornou o primeiro diplomata do país a visitar um assentamento na Cisjordânia.

Mudança com Biden

A medida pode prejudicar os laços de Israel com o próximo governo americano.

Biden prometeu uma abordagem mais imparcial, na qual pretende restaurar a ajuda aos palestinos que foi cortada por Trump e trabalhar para reviver as negociações de paz, que não evoluem há mais de uma década.

O líder da oposição israelense Yair Lapid, que espera derrotar Netanyahu em março, chamou o anúncio de uma "medida irresponsável" que desencadearia uma "batalha" com o novo governo americano.

"O governo Biden ainda não assumiu e o governo já está nos levando a um confronto desnecessário", escreveu o político em uma rede social. "O interesse nacional também deve ser mantido durante as eleições".

 

 

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