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Veja a cronologia da invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores de Trump

Grupo entrou no Capitólio nesta quarta-feira 6 durante recontagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral para impedir confirmação da vitória de Joe Biden. Em discurso pouco antes da invasão, presidente insistiu que não aceitaria a derrota e incitou

 

Um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiu nesta quarta-feira (6) o Capitólio, sede do Congresso americano em Washington, durante a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral definidos nas eleições presidenciais de novembro. Os invasores queriam impedir a confirmação da vitória de Joe Biden.

Momentos antes da sessão no Congresso, Trump disse a uma multidão de apoiadores em Washington que não aceitaria a derrota nas eleições presidenciais de novembro. Ele incitou as pessoas a caminharem em direção ao Capitólio, dizendo que iria acompanhá-las – no entanto, não foi visto na marcha.

  • FOTOS: imagens da invasão do Congresso dos EUA
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  • VIOLÊNCIA: mulher morre após ser atingida por tiro dentro do Capitólio

Parlamentares e jornalistas que estavam no Congresso relataram tiros dentro do prédio. Segundo a polícia de Washington, quatro pessoas morreram durante a invasão. A sessão para certificar a vitória de Biden foi retomada na noite desta quarta.

Cronologia:

  1. Democratas começam o dia com "controle" do Congresso
  2. Trump faz discurso, insiste que não aceitará derrota e incita marcha até o Capitólio
  3. O vice-presidente Mike Pence rejeita mudar o resultado
  4. Apoiadores de Trump invadem o Congresso
  5. Biden pede que Trump ordene retirada de apoiadores
  6. Trump pede que invasores saiam do Congresso
  7. Sessão para certificar a vitória de Biden é retomada na noite de quarta
  8. Congresso dos EUA ratifica vitória de Biden
  9. Após sessão, Trump fala em "transição ordeira"

Entenda abaixo o que ocorreu em cada momento antes e depois da invasão do Congresso dos EUA:

1. Democratas começam o dia com 'controle' do Congresso

Com 98% das urnas apuradas, números indicam democrata para uma das vagas na Geórgia

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Em votação realizada nesta terça-feira (5), os democratas conquistaram as duas vagas do Senado em disputa na Geórgia e garantiram ao presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, o controle do Congresso. A vitória de Raphael Warnock – o primeiro senador negro eleito pelo estado – e Jon Ossoff foi confirmada nesta quarta.

A conquista dos democratas abre caminho para Biden aprovar leis e projetos sem a resistência do Partido Republicano, que agora deixa de ter maioria no Senado. Os democratas mantiveram sua maioria na Câmara dos Representantes e passam a ter o "controle" das duas casas.

Geórgia elege primeiro senador negro

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2. Trump faz discurso, insiste que não aceitará derrota e incita marcha até o Capitólio

Apoiadores de Trump em ato nesta quarta-feira (6) em Washington, nos Estados Unidos — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Momentos antes da sessão no Congresso que iria certificar a vitória de Joe Biden, Trump disse a uma multidão em Washington que não aceitaria a derrota.

"Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas", disse no discurso no Ellipse, parque perto da Casa Branca. Ele, porém, não foi visto na marcha. "Nós vamos parar com o roubo [das eleições]", insistiu.

Trump também voltou a pressionar o vice-presidente, Mike Pence, que presidiria a sessão no Congresso, para que não certificasse a vitória de Biden — essa ação não encontra fundamento constitucional. "Espero que Mike faça a coisa certa. Se ele fizer, venceremos a eleição", declarou Trump (veja mais no vídeo abaixo).

Trump pressiona Mike Pence para não certificar a eleição americana

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3. Pence rejeita mudar o resultado

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, e Mitch McConnell, líder republicano no Senado (acima, de máscara azul claro), chegam à sessão de contagem de votos no Congresso dos EUA nesta quarta-feira (6) — Foto: Andrew Harnik/AP Photo

Já durante a sessão no Congresso, Pence e também o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, rejeitaram mudar o resultado das eleições presidenciais.

Parlamentares podem contestar o resultado dos estados e levar a rejeição dos votos aos plenários — mas a tentativa de reversão do resultado era bastante improvável porque os democratas são majoritários na Câmara, e a tentativa de mudar o resultado da eleição encontrou resistência até entre senadores e deputados republicanos.

Em comunicado, Pence afirmou que não tem poder para mudar o resultado e admitiu que tinha papel apenas "cerimonial" na sessão.

"Meu juramento em defender e apoiar a Constituição me impede de proclamar uma autoridade unilateral para determinar quais votos devem ser contados e quais não devem ser", afirmou o vice-presidente dos EUA.

Entretanto, em um aceno à base trumpista, o vice-presidente disse que houve "significantes alegações de irregularidades" e afirmou que acataria a decisão dos parlamentares em votar as objeções, quando são apresentados questionamentos sobre os resultados nos estados.

Após a declaração de Pence, Trump criticou seu vice e escreveu em rede social que Mike Pence "não teve coragem de fazer o que era necessário para proteger" o país e a Constituição.

4. Apoiadores de Trump invadem o Congresso

Apoiadores de Trump cercam congresso americano

Apoiadores de Trump cercam congresso americano

A sessão conjunta no Congresso dos EUA para certificar a vitória do presidente eleito é, costumeiramente, uma formalidade na qual os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente diante dos parlamentares das duas casas.

A invasão do local pelos apoiadores de Trump ocorreu justamente enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden na eleição de novembro.

Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio. Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio. Houve vandalismo, uma porta de vidro foi quebrada e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia. Guardas ficaram feridos.

A prefeita de Washington decretou toque de recolher na capital americana.

Militares da Guarda Nacional foram acionados para reforçar a segurança do Capitólio. De acordo com o Pentágono, seriam cerca de 1,1 mil soldados enviados a Washington.

5. Biden pede que Trump ordene retirada de apoiadores

Joe Biden: "não é protesto, é insurreição"

Joe Biden: "não é protesto, é insurreição"

Em um pronunciamento, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que os acontecimentos desta quarta "não refletem a verdadeira América e não representam quem nós somos". Ele pediu a Trump que fosse à TV e ordenasse que os invasores saíssem do Capitólio.

"A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República", afirmou Biden.

6. Trump pede que invasores saiam do Congresso

Trump pede para apoiadores irem para casa

Trump pede para apoiadores irem para casa

Horas depois de seus apoiadores terem invadido a sede do Congresso, Trump pediu que os extremistas deixassem o local, mas voltou a dizer que a eleição foi "roubada" e "fraudulenta", mesmo sem apresentar provas. "Vocês precisam ir para casa", declarou em um vídeo divulgado em redes sociais. O discurso foi publicado no Facebook e no YouTube, que decidiram depois tirá-lo do ar porque violava suas regras.

Mais tarde, o Twitter anunciou que a conta de Donald Trump na rede social seria bloqueada por 12 horas. O prazo começaria a correr assim que fossem deletados três posts suspensos pela rede social nesta quarta. As publicações já não podiam ser vistas pelos usuários, mas precisavam ser removidas pelo dono do perfil.

7. Sessão para certificar a vitória de Biden é retomada na noite de quarta

Após a invasão, a sessão do Congresso americano para certificar a vitória do democrata Joe Biden no Colégio Eleitoral foi retomada na noite desta quarta.

"Para aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje: vocês não ganharam", disse o vice-presidente Mike Pence durante seu discurso na abertura. "A violência nunca vence. A liberdade vence. Ao nos reunirmos novamente nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia. E esta ainda é a casa do povo. Vamos voltar ao trabalho."

O republicano Mitch McConnell, líder da maioria no Senado e um dos principais escudeiros do governo Trump no Congresso, afirmou que "o Senado dos Estados Unidos não se intimidará". "Não seremos mantidos fora desta câmara por bandidos, turbas ou ameaças", disse.

8. Congresso dos EUA ratifica vitória de Biden

O Congresso americano confirmou na madrugada desta quinta-feira (7) a vitória de Biden na eleição, e o presidente eleito tomará posse em 20 de janeiro. Pence ratificou a contagem dos votos no Colégio Eleitoral e encerrou a sessão às 5h44 (horário de Brasília).

“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes", afirmou Pence após a contagem dos votos do Colégio Eleitoral.

9. Após sessão, Trump fala em 'transição ordeira'

Após o Congresso americano ratificar a vitória de Biden, Trump afirmou que "haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro".

"Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande de novo", afirmou Trump ao reconhecer a derrota para Biden.

"Mesmo que eu discorde totalmente do resultado da eleição, e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro"", afirmou o presidente dos EUA.

MAPA: invasão ao Capitólio, em Washington — Foto: Wagner Magalhãs/G1

VÍDEOS: a invasão do Congresso dos EUA

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