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QAnon: o que é e de onde veio o grupo que participou da invasão ao Congresso dos EUA

Número de adeptos de teoria da conspiração de extrema direita cresce no país, apesar de esforços para contê-lo.

 

Apoiadores do movimento QAnon estavam entre a multidão que invadiu o Capitólio, sede do Congresso dos EUA, na quarta-feira (6).

Vários ativistas proeminentes foram vistos no interior do prédio, enquanto outros exibiam faixas de apoio ao movimento dentro e fora do local.

O presidente americano, Donald Trump, considerado um herói pelo movimento, chegou perto de endossar a teoria da conspiração e descreveu os ativistas do QAnon como "pessoas que amam nosso país".

Mas o que é o QAnon e quem são seus apoiadores?

O que é?

Em sua essência, o QAnon é uma teoria ampla e completamente infundada que diz que o presidente Trump está travando uma guerra secreta contra os pedófilos adoradores de Satanás do alto escalão do governo, do mundo empresarial e da imprensa.

Seus apoiadores vaticinam que esta luta levará a um dia de ajuste de contas, em que pessoas proeminentes, como a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, serão presas e executadas.

Essa é a definição geral, mas há tantos desdobramentos, desvios e debates internos que a lista total de afirmações do QAnon é enorme — e muitas vezes contraditória. Os adeptos recorrem a eventos de notícias, fatos históricos e numerologia para desenvolver suas próprias conclusões rebuscadas.

Onde é que tudo começou?

Em outubro de 2017, um usuário anônimo fez uma série de postagens na rede social 4chan. O usuário assinou como "Q" e afirmou ter um nível de aprovação de segurança dos EUA conhecido como "autorização Q".

Essas mensagens ficaram conhecidas como "Q drops" ou "breadcrumbs", muitas vezes escritas em linguagem enigmática salpicada de slogans, promessas e temas pró-Trump.

Rapidamente, a teoria ganhou milhares de fãs. A quantidade de tráfego sobre o assunto nas principais redes sociais, como Facebook, Twitter, Reddit e YouTube explodiu desde 2017, e os números aumentaram ainda mais durante a pandemia do coronavírus.

As grandes empresas de mídia social subsequentemente endureceram suas regras sobre o conteúdo QAnon e retiraram centenas de contas e vídeos de apoio.

Mas as redes sociais e pesquisas de opinião mostram que há pelo menos centenas de milhares, senão milhões, de pessoas que acreditam em pelo menos algumas das teorias bizarras apresentadas pelo QAnon.

E sua popularidade não diminuiu apesar de ter sido repetidamente desmasracada. Por exemplo, os primeiros "Q drops" focaram na investigação do procurador especial Robert Mueller.

Os apoiadores do QAnon alegam que a investigação de Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016 nos EUA foi na verdade um acobertamento elaborado sobre uma investigação sobre pedófilos. Quando terminou sem nenhuma revelação bombástica, a atenção dos teóricos da conspiração se voltou para outro lugar.

Qual é o impacto do QAnon?

Adeptos do movimento impulsionam hashtags e coordenam ataques dos que consideram inimigos — políticos, celebridades e jornalistas que eles acreditam estar encobrindo os pedófilos.

Não são apenas mensagens ameaçadoras online. O Twitter diz que tomou medidas contra a QAnon por causa do potencial de "danos offline".

Vários apoiadores do QAnon foram presos após fazer ameaças ou tomar medidas de fato offline.

Em um caso notável em 2018, um homem fortemente armado bloqueou uma ponte sobre a Represa Hoover. Mais tarde, Matthew Wright se declarou culpado de uma acusação de terrorismo.

Um estudo do instituto de pesquisa Pew Research Center em setembro de 2020 descobriu que quase metade dos americanos tinha ouvido falar do QAnon — o dobro do número de seis meses antes. Dos que ouviram falar, um quinto teve uma visão positiva do movimento.

E para muitos adeptos, o QAnon forma a base de apoio ao presidente Trump.

Trump, involuntariamente ou não, retuitou apoiadores do QAnon e, antes da eleição, seu filho Eric Trump postou um meme do QAnon no Instagram.

Uma defensora do QAnon, Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, foi eleita para o Congresso dos EUA em novembro.

 

 

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