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Procurador de Wisconsin decide não denunciar criminalmente policial que atirou em Jacob Blake

Defesa do policial diz que ele só atirou porque o homem carregava uma faca, o que não foi capturado por câmeras. Ação suscitou protestos pelos EUA contra a violência policial e o racismo.

 

Um procurador do estado americano de Wisconsin anunciou nesta terça-feira (5) que não vai apresentar acusação formal ao policial Rusten Sheskey por ter atirado em Jacob Blake, um homem negro, durante abordagem em Kenosha em agosto.

A ação que feriu Blake intensificou os protestos contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos que já estavam em andamento desde a morte de George Floyd, três meses antes. As imagens de Sheskey atirando sete vezes em Blake, feitas por uma pessoa que acompanhava a abordagem de longe, correram o mundo.

O procurador Michael Graveley disse que já informou Blake sobre a decisão em não apresentar denúncias criminais contra o policial. A defesa do agente argumenta que ele só atirou porque viu o homem segurando uma faca. No entanto, as câmeras não gravaram Blake portando um objeto cortante nem ameaçando os policiais.

Tiros em Kenosha

Jacob Blake foi baleado durante ação policial. Em vídeo postado no Twitter, ele afirma que sente dor até para respirar. — Foto: Reprodução/Twitter

Blake foi internado em estado grave e perdeu o movimento das pernas após ser baleado sete vezes em 23 de agosto. Um vídeo mostra o homem sendo levado até um carro enquanto é seguido por dois policiais armados. Após ele abrir a porta do veículo, os agentes de segurança começam a atirar. Uma mulher que estava ao lado do carro se desespera.

Em nota publicada em agosto pelo advogado Brendan Matthews, que representa a associação, os policiais se dirigiram ao local após denúncia de que Blake tentava roubar o carro e as chaves do acusador. Ao verificar a informação, os agentes de segurança viram que o homem tinha aberto contra ele uma ordem de prisão por abuso sexual.

Ao chegarem, diz a associação, os policiais viram que Blake segurava uma faca — porém, quando ele ainda estava dentro do carro. Testemunhas que gravaram a ação disseram que ele não segurava o objeto nem o usou para ameaçar a polícia.

Imagens inéditas mostram ação da polícia que alvejou Jacob Blake pelas costas

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Familiares de Jacob Blake criticaram a versão dos policiais. "Nós não vamos deixá-los voltar uma semana depois e falar sobre qual tipo de arma foi usada depois de eles temporariamente paralisarem meu sobrinho", criticou o tio Justin Blake à emissora americana CNN.

Advogados de defesa de Blake também negaram que ele tenha oferecido perigo aos policiais. Eles sustentam a versão de que o homem estava apenas tentando separar uma briga doméstica. O advogado Ben Crump sustenta que Blake jamais foi visto por testemunhas ameaçando ninguém com uma faca.

 

 

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