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MG: Belo Horizonte e Contagem têm aumento de infectados com Covid-19, aponta estudo

Monitoramento COVID Esgotos revela que o número de infectados pelo novo coronavírus chega a 500 mil pessoas em BH, enquanto em Contagem o total é de 100 mil pessoas

 

Nas últimas semanas, a estimativa de pessoas infectadas pelo novo coronavírus apresentou uma ligeira alta em Belo Horizonte e no município de Contagem. Dados do projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos revelam que o número de infectados chega a 500 mil em BH, enquanto no município da região metropolitana da capital mineira o total é de 100 mil pessoas. As informações constam no Boletim de Acompanhamento nº 22, divulgado no último dia 13.

Na avaliação do superintendente de Planejamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Sérgio Ayrimoraes, a situação representada na pesquisa pode estar diretamente ligada ao fato de os municípios terem dado início à retomada das atividades comerciais, sobretudo no setor de serviços.

“Essa estimativa pode indicar um agravamento da pandemia em Belo Horizonte, que pode estar relacionado à gradativa retomada das atividades do setor de serviços, às aglomerações, em especial nos ambientes fechados. Os dados obtidos apontam para um potencial aumento da circulação do vírus na cidade e, consequentemente, para um novo agravamento da pandemia na capital mineira”, afirma.

Até então, o resultado de uma análise feita entre os dias 19 e 23 de outubro apontava que estimativa era de aproximadamente 450 mil belo-horizontinos infectados pelo vírus causador da Covid-19. O resultado leva a supor que há nova curva de aumento nos cálculos registrados pelos pesquisadores. No mês de julho, o registro estimado foi de 850 mil nas localidades abrangidas pelo estudo.

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De acordo com o levantamento do Boletim N° 22, não foi detectada a presença do novo coronavírus nos esgotos em uma das sete regiões analisadas na bacia do Arrudas, na semana epidemiológica 45. Já na bacia do Onça, por mais uma vez as oito regiões monitoradas registraram resultados positivos para a detecção do vírus.

Apesar desse quadro, segundo os pesquisadores, há uma tendência geral de elevação dos “percentuais de população infectada estimada” na bacia do Arrudas. Por outro lado, na bacia do Onça, percebeu-se “tendência geral de redução dos percentuais de população infectada”.

Diante desse contexto, a professora do curso de Saúde Coletiva, da Faculdade de Ceilândia da Universidade de Brasília/UnB, Carla Pintas, explica que uma das medias essenciais a serem adotadas pelos municípios é o investimento em serviços de ações primárias na área da saúde.

“Um paciente monitorado, com uma família bem acompanhada que obtém orientações adequadas feitas pela atenção primária de como se conduzir uma pessoa com Covid-19 dentro de casa, é possível observar sintomas de agravamento da doença e fazer o encaminhamento adequado, em tempo oportuno, aos serviços de urgência para atendimento.” salienta.

O projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG). O trabalho das pesquisas também é realizado em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Contraponto

Por meio de nota, a Prefeitura de Belo Horizonte, afirma que o monitoramento apresenta “uma estimativa indireta que inclui, inclusive, projeção de casos assintomáticos; diferentemente dos casos registrados no Boletim Epidemiológico e Assistencial, que se referem a pessoas sintomáticas e com a Covid-19 confirmada por meio de exame.”

Além disso, a prefeitura ressalta que “com relação aos pontos de amostragem de esgoto, na fase inicial deste estudo, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA), identificou que não se podia separar de maneira clara e objetiva a carga viral decorrente da capital e de Contagem, cidade da Região Metropolitana. Por isto, a SMSA chegou a sugerir aos pesquisadores para que as coletas fossem estabelecidas em pontos mais definidos para amostragem exclusiva da capital”.
 

 

 

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