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Sete em cada dez industriais já retomaram pelo menos ao mesmo nível de faturamento de antes da pandemia, aponta pesquisa da CNI

Segundo os dados, praticamente três quartos das empresas 73% estão com o mesmo nível de emprego do registrado no pré-pandemia e as perspectivas para 2021 são de aumento no faturamento em 62% das empresas pesquisadas

 

Sete em cada dez negócios industriais já retomaram pelo menos ao mesmo nível de produção e de faturamento de fevereiro, antes da chegada do Covid-19 ao Brasil. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou o impacto da pandemia na economia, além de estratégias adotadas para superar a crise e as perspectivas para as empresas industriais em 2021. 

Segundo os dados, praticamente três quartos das empresas (73%) estão com o mesmo nível de emprego do registrado no pré-pandemia e as perspectivas para 2021 são de aumento no faturamento em 62% das empresas pesquisadas.

A pesquisa inédita, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, foi divulgada no 12º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), com o tema “Como a indústria pode impulsionar o crescimento do Brasil”.

Segundo o gerente executivo de política industrial da CNI, Joao Emilio Gonçalves, essa retomada do setor industrial não se deu pelas medidas emergenciais do governo, mas sim por um esforço das próprias empresas em aumentar sua eficiência.

“Outra coisa também que tem sido bastante visível é a busca por investimento em novas formas de comercialização, por exemplo, o e-commerce. Então isso tudo mostra o protagonismo da indústria para conseguir superar essa crise e que reflete nessa nova retomada agora que a gente observa”, afirmou.

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A pesquisa mostrou também as estratégias adotadas pela indústria para conseguir atravessar a crise. Quando perguntados quais as duas medidas mais importantes adotadas nos últimos seis para acelerar o crescimento do negócio, 40% apontaram a busca de novos fornecedores no Brasil; 39%, a aquisição de máquinas e equipamentos; 30%, a adoção de novas técnicas de gestão da produção; e 20%, o investimento em novos modelos de negócio. 

Em parte significativa das empresas, as ações adotadas surtiram efeito, já que quase metade dos entrevistados afirma que hoje estão em situação melhor que antes da pandemia. 

Olhando para o futuro, os empresários também estão otimistas em relação a 2021. Para 55%, o próximo ano será de crescimento econômico, apenas 12% apostam em retração em 2021, e 62% acreditam no aumento do faturamento do seu próprio negócio. Só 9% esperam queda no faturamento. Outros 28% falam em manutenção.

Apesar das projeções positivas, o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jose Luis Oreiro, não acredita que a recuperação deve se sustentar no ano que vem. “E pela simples suspensão do auxílio emergencial no dia 31 de dezembro de 2020 é que nós vamos ter uma queda da massa de rendimentos em sentido amplo, de mais ou menos 4%. Então eu acredito que parte dos ganhos que a indústria obteve nos últimos meses vai ser revertido no primeiro trimestre de 2021”, pontuou. 

Metodologia

O levantamento dos dados da pesquisa foi feito por telefone, entre 23 de outubro e 12 de novembro de 2020, com executivos de 509 empresas industriais, compondo amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas do setor em todos os estados brasileiros. 

Dentro de cada estado, a amostra foi controlada por porte das empresas (pequena, média e grande) e setor de atividade. A margem de erro no total da amostra é de 4,3 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

 

 

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