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Polícia de Hong Kong prende três ex-deputados por distúrbios no Parlamento

Os três foram presos por terem interrompido sessões do legislativo nas quais discutia-se uma lei que previa a prisão das pessoas que desrespeitassem o hino da China.

 

Três ex-deputados da oposição em Hong Kong foram detidos nesta quarta-feira (18) por terem participado, meses atrás, nos protestos que aconteceram no Conselho Legislativo, o parlamento local.

  • Deputados pró-democracia de Hong Kong anunciam renúncia em bloco após cassação de quatro parlamentares

Na época, o parlamento discutia um texto para penalizar insultos contra o hino chinês, com previsão de até três anos de prisão contra quem cometer uma ofensa à "Marcha dos Voluntários", o hino nacional da China.

Deputados pró-democracia de Hong Kong renunciam após expulsão de colegas do Parlamento.

Deputados pró-democracia de Hong Kong renunciam após expulsão de colegas do Parlamento.

Os ex-deputados Ted Hui, Ray Chan e Eddie Chu, todos do movimento pró-democracia de Hong Kong, informaram pelas redes sociais que foram detidos.

A polícia confirmou as detenções e afirmou que os crimes são ofensa e por terem "administrado uma sustância nociva com o objetivo de ferir ou prejudicar alguém".

Em junho, Eddie Chu e Ray Chan correram até a frente da câmara e espirraram um líquido no recinto enquanto guardas do legislativo tentavam contê-los. De acordo com a polícia, a substância que eles jogaram no tapete tinha esterco líquido. A sessão foi suspensa e retomada em um outro cômodo. O projeto de lei foi aprovado.

Em maio, Ted Hui jogou uma planta podre no meio de uma sala durante um encontro de legisladores.

Renúncia em massa

Na semana passada, os 15 deputados pró-democracia de Hong Kong renunciaram em massa após o governo expulsar quatro companheiros deles do parlamento.

O poder executivo expulsou os quatro logo após a China aprovar uma nova lei que dá ao governo de Hong Kong o poder de destituir parlamentares de seus cargos.

Entenda o sistema de Hong Kong e o movimento pró-democracia

Até 1997, Hong Kong pertencia ao Reino Unido e tinha independência para se governar. Então, a ilha passou a ser um território semiautônomo da China –em tese, a relação entre os dois é regida pelo seguinte lema: um país, dois sistemas.

Ou seja, Hong Kong pertence à China, mas tem liberdade para fazer sua própria política.

Na prática, o poder executivo é subordinado aos chineses.

Já o poder legislativo é composto por 70 parlamentares. Apenas 35 são eleitos pela população.

Outros 30 são representantes de pequenos grupos, como empresários, bancos etc. Historicamente, esses 30 parlamentares são ligados à China.

Os cinco representantes restantes não foram eleitos diretamente para o poder legislativo de Hong Kong, mas, sim, para as assembleias de distritos do território e, depois, em uma nova eleição, “sobem” para o parlamento de Hong Kong.

O movimento pró-democracia de Hong Kong tem como meta fazer com que todos os líderes e representantes, inclusive do poder executivo, sejam eleitos.

A China aumentou o poder que exerce em Hong Kong. Foi aprovada uma lei de segurança nacional que, na prática, permite aos chineses prender dissidentes.

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