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Armênios retornam à capital de Nagorno-Karabakh após cessar-fogo

População começou a voltar para casa em Stepanakert após governos de Armênia e Azerbaijão acertarem uma trégua. Acordo, no entanto, desagradou a maioria de armênios que vive na região separatista.

 

Milhares de armênios começaram a retornar a Stepanakert, capital e maior cidade da região autônoma de Nagorno-Karabakh, nesta terça-feira (17). Com o cessar-fogo firmado na semana passada entre os governos de Armênia e Azerbaijão, que disputam o controle da área, os habitantes se sentiram seguros para voltar para casa após semanas de bombardeios.

Criança de origem armênia come pedaço de pão ao chegar em Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, nesta terça-feira (17) — Foto: Sergei Grits/AP Photo

Imagens mostram o reencontro das famílias separadas após quase três meses de bombardeios e trocas de tiros no confronto entre militares azeris e forças armênias. Dezenas de ônibus levaram os moradores de Stepanakert de volta para casa, a maioria deles carregando grandes sacolas e malas com os pertences.

Armênios se cumprimentam ao chegar a Stepanakert, capital da região de Nagorno-Karabakh, na terça-feira (17) — Foto: Sergei Grits/AP Photo

Com grandes volumes de bagagem, armênios esperam ao chegar em Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, nesta terça-feira (17) — Foto: Sergei Grits/AP Photo

Em entrevista à Associated Press, a médica Bela Khachateryan comemorou ao perceber que o apartamento onde vive em Stepanakert estava intacto, mesmo após semanas de bombardeio na cidade. A única queixa era dos cortes no fornecimento de energia e gás — o que não diminuiu a comemoração da família armênia.

"Nós estamos acostumados com este lugar. Amamos a nossa cidade", disse Bela.

A médica Bella Khachateryan segura sua filha ao voltar para casa em Stepanakert, Nagorno-Karabakh, na terça-feira (17) — Foto: Sergei Grits/AP Photo

Stepanakert tinha população estimada em cerca de 50 mil habitantes antes do conflito deste ano. A cidade é a capital de Nagorno-Karabakh, um território de maioria armênia dentro das fronteiras do Azerbaijão. Em setembro deste ano, tropas dos dois países do Cáucaso entraram em confronto, deixando centenas de mortos (entenda mais sobre o assunto no fim da reportagem).

Apesar da alegria pelo retorno, os armênios estão insatisfeitos com o acordo de cessar-fogo. Isso porque a trégua, acertada pela vizinha Rússia, teve condição a retomada do controle de parte do território pelo Azerbaijão.

Famílias com grandes volumes de bagagem esperam ao chegar a Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, nesta terça-feira (17) — Foto: Sergei Grits/AP Photo

A Armênia, por sua vez, queria que toda a área a oeste de Nagorno-Karabakh até a fronteira ficasse sob controle do povo armênio. Isso estabeleceria um controle territorial contíguo por parte dessa população.

Por causa dessa insatisfação, aumentaram os protestos em Yerevan, capital da Armênia, pela saída do primeiro-ministro Nikol Pashinian. O presidente armênio, Armen Sarkissian, disse na segunda-feira que a queda do premiê é "inevitável".

Conflito em Nagorno-Karabakh

Familiares enterram no domingo (15) corpo do militar armênio Mkhitar Beglarian, morto nos conflitos em Nagorno-Karabakh. Sobre o caixão, a bandeira do território separatista — Foto: Sergei Grits/AP Photo

Soldados do Azerbaijão e forças separatistas pró-Armênia que controlam Nagorno-Karabakh, região conhecida também como Artsakh, entraram em conflito em 27 de setembro. Foi a pior série de confrontos desde a guerra travada entre 1988 e 1994, quando dezenas de milhares de pessoas morreram na disputa territorial.

  • SAIBA MAIS: A antiga disputa por Nagorno-Karabakh

5 pontos para entender os confrontos entre Armênia e Azerbaijão

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Os dois lados se acusaram mutuamente pelo começo das hostilidades. O Azerbaijão tenta retomar o controle da região, que formalmente fica em território azeri, enquanto a Armênia quer manter o status autônomo da área acordado desde a década de 1990 pelos países do Grupo de Minsk: Rússia, Estados Unidos e França.

De um lado, armênios argumentam que são a maioria étnica e, por autodeterminação dos povos, têm direito ao controle de Nagorno-Karabakh. Do outro, os azeris entendem que também têm aquela região como parte do território histórico do Azerbaijão.

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