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Manifestantes voltam às ruas na Tailândia após protesto terminar em violência

Na véspera, seis pessoas foram baleadas durante tumulto. País vive onda de protesto pela reforma da monarquia tailandesa.

 

Milhares de manifestantes foram às ruas na noite desta quarta-feira (18) no centro de Bangcoc, capital da Tailândia. O novo ato ocorreu um dia depois de ativistas contrários ao regime entrarem em confronto com a polícia e com grupos pró-monarquia. Seis pessoas foram baleadas.

"Você tem que ser o rei do povo!", "Liberdade!", escreveram os manifestantes sobre o asfalto de uma das principais avenidas comerciais de Bangcoc. Segundo estimativa da AFP, cerca de 20 mil manifestantes participaram do protesto na capital tailandesa.

Vestido de palhaço, manifestante protesta em Bangcoc nesta quarta-feira (18) contra o regime monárquico da Tailândia — Foto: Sakchai Lalit/AP Photo

Manifestantes participam de megaprotesto em Bangcoc, capital da Tailândia, nesta quarta-feira (18) — Foto: Sakchai Lalit/AP Photo

Milhares dos manifestantes — alguns com escudos, capacetes e máscaras de gás — se reuniram em frente ao quartel central da polícia, protegido por caminhões de coleta de lixo, blocos de concreto e arame farpado. Eles levaram patos infláveis, um dos símbolos dos protestos, e fizeram o gesto com três dedos que também marcaram os movimentos contra a monarquia tailandesa.

Alguns lançaram projéteis contra a fachada do quartel, enquanto outros utilizaram pistolas de água para jogar tinta dentro do recinto.

Mais cedo, o porta-voz da Polícia nacional, Yingyos Thepjamnong, alertou os ativistas que não se aproximassem do edifício, acrescentando que foram enviados mais de dois mil policiais para proteger a instalação policial.

Protestos contra o regime

Manifestantes jogam tinta colorida no quartel da polícia de Bangcoc, na Tailândia, nesta quarta-feira (18) — Foto: Sakchai Lalit/AP Photo

O movimento pela reforma da monarquia do país reverte um tabu antigo de não questionar o regime tailandês. Em 2017, um homem foi condenado a 35 anos de prisão por postar e comentar no Facebook sobre a família real. Com a participação de mais jovens em protestos, a Tailândia começa a perceber uma mudança na atmosfera política.

Os manifestantes pedem a renúncia do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, que ocupa o cargo após um golpe de Estado em 2014 e uma modificação da Constituição, julgada como favorável aos interesses do exército.

Além disso, o grupo luta pela abolição da lei de lesa majestade, pelo controle da fortuna real e pela não interferência do monarca em questões políticas.

Gesto com três dedos se tornou símbolo dos protestos pela reforma da monarquia da Tailândia — Foto: Sakchai Lalit/AP Photo

O Parlamento votou na noite de terça sobre quais projetos de emendas constitucionais aceita avaliar. Os congressistas barraram uma proposta que abriria a possibilidade de uma reforma da monarquia, aceitando apenas estabelecer uma Assembleia constituinte.

O movimento pró-democracia afirma que deseja modernizar a instituição, mas insiste que não pretende abolir o regime por completo.

Em outubro, o governo tailandês chegou a decretar estado de emergência na capital para tentar dissipar as manifestações. Os ativistas, porém, continuaram com os protestos.

Violência em Bangcoc

Manifestantes se protegem com guarda-chuvas e patos de borracha ao receberem jato de água de policiais duranto confronto em protesto em Bangcoc, Tailândia, na terça-feira (17) — Foto: Wason Wanichakorn/AP Photo

Na terça-feira, a polícia antidistúrbios usou canhões de água com pressão e gás lacrimogêneo contra os manifestantes concentrados perto do Parlamento. Também houve confrontos entre manifestantes e grupos radicais, os "camisas amarelas", que defendem a monarquia.

No total, 55 pessoas ficaram feridas, seis delas por disparos com balas reais, de acordo com fontes médicas do centro médico de emergências Erawan de Bangcoc.

A origem dos disparos continua indeterminada. A polícia nega tenha usado munição real ou balas de borracha.

Uma investigação está em andamento. Ao menos um manifestante pró-monarquia ficou ferido por esses disparos, de acordo com a polícia.

Saiba mais no VÍDEO abaixo sobre os atos na Tailândia

Manifestantes se reúnem no monumento para a democracia em Bangkok, na Tailândia

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