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Polícia do Haiti reprime violentamente manifestação da oposição

Centenas de pessoas foram dispersadas com bombas de gás lacrimogêneo. Manifestantes exigem que presidente Jovenel Moise deixe o poder: É hora de as pessoas saberem o que está acontecendo aqui, não podemos continuar vivendo assim, na miséria e na ins

 

A polícia dispersou violentamente nesta quarta-feira (18) uma manifestação da oposição exigindo a saída do poder do presidente do Haiti, Jovenel Moise.

Agentes da Polícia Nacional do Haiti (PNH) dispararam de dentro de um carro que viajava em alta velocidade contra manifestantes que avançavam pacificamente por uma rua no centro de Porto Príncipe, segundo um jornalista da AFP.

A marcha, de várias centenas de pessoas, foi posteriormente dispersada com bombas de gás lacrimogêneo.

Manifestantes exigem a saída do presidente Jovenel Moise, em protesto nas ruas de Porto Principe, no Haiti, na quarta-feira (18) — Foto: Valerie Baeriswyl/AFP

"Estamos sob uma ditadura: imaginem pessoas que se manifestam com as mãos levantadas para dizer que rejeitam o que vivem e a polícia chega e começa a atirar neles", denunciou Félicien Joubert, um manifestante.

"Pedimos ao [presidente eleito dos Estados Unidos] Joe Biden que nos ajude, porque [o atual presidente americano Donald] Trump apoiou Moise. É hora de as pessoas saberem o que está acontecendo aqui, porque nós, o povo haitiano, não podemos continuar vivendo assim, na miséria e na insegurança", acrescentou o ativista da oposição.

A poucos quilômetros de distância, um homem foi morto a tiros na praça do Campo de Marte, onde estão localizados o palácio presidencial e a direção departamental da PNH.

Manifestantes exigem a saída do presidente Jovenel Moise, em protesto nas ruas de Porto Principe, no Haiti, na quarta-feira (18) — Foto: Valerie Baeriswyl/AFP

A origem dos disparos não pôde ser determinada com clareza, mas o acontecimento ampliou a ira dos manifestantes.

Após a repressão policial, a oposição política denunciou mais uma vez a insegurança que assola o país. "Por que o estado não pode garantir a segurança de todos os haitianos?", questionou Wilber Saint Fort, outro manifestante.

Organizações humanitárias denunciam a impunidade de que gozam os chefes de diferentes quadrilhas criminosas, aludindo aos contatos que esses criminosos mantêm com o poder político.

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