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Nova Zelândia elege um dos parlamentos mais diversos do mundo

Mulheres ocupam quase a metade da Câmara dos Representantes e a bancada LGBTQI+ é a maior da história; apesar de queda entre os povos tradicionais, os maori ainda têm mais deputados proporcionalmente.

 

O Parlamento recém-eleito da Nova Zelândia já é um dos mais diversos do mundo, com quase a metade dos assentos ocupados por mulheres, e a maior bancada LGBTQI+ da história. Houve redução nos representantes maori, mas sua participação ainda é maior, em proporção, que a do resto da população.

O Parlamento neozelandês está dividido assim:

  • 120 assentos disponíveis
  • 6 partidos majoritários
  • 57 mulheres parlamentares
  • 13 deputados são LGBTQI+
  • 25 representantes maori

A Câmara dos Representantes foi redesenhada na mesma eleição que deu um segundo mandato à primeira-ministra, Jacinda Ardern, no mês passado. Arden, do Partido Trabalhista, desbancou com folga a opositora do Partido Nacional, Judith Collins, líder da frente conservadora.

Na Nova Zelândia, para que haja um governo, os partidos precisam formar alianças parlamentares. O país faz parte da Comunidade Britânica, chamada de Commonwealth, e é uma monarquia constitucionalista que tem a rainha Elizabeth II da Inglaterra como soberana.

Mulheres no Parlamento

O número de mulheres eleitas neste ano é maior que o das eleições de 2017 – que já mostravam uma tendência bastante progressista para a Nova Zelândia. Até então, o Parlamento tinha 38% dos assentos femininos, agora esse o número saltou para 48%.

Mulheres no Parlamento da Nova Zelândia — Foto: G1

Quase a metade do Parlamento neozelandês é formada por mulheres, elas comandam 57 dos 120 assentos disponíveis na casa. O Partido Trabalhista, o mesmo da primeira-ministra, domina nesse quesito: das 65 cadeiras conquistadas, 35 são das parlamentares.

Já no Partido Nacional, que tem a segunda maior bancada no Parlamento, com 33 assentos, quase um terço é das vagas é de mulheres. Partidos menores, como o ACT, o Maori e o Verde têm, juntos, mais 12 mulheres eleitas na Câmara dos Representantes.

Bancada LGBTQI+

Pelo menos 11% dos parlamentares neozelandeses se declararam membros da comunidade LGBTQI+. Essa é a maior proporção em qualquer legislativo do mundo. O Reino Unido, com a segunda maior participação, tem pouco mais de 8% dos seus representantes abertamente gay.

O Partido Trabalhista sai na frente novamente, com 9 parlamentares LGBTQI+. Em seguida vem o Partido Verde com mais 4 representantes.

LGBTQI+ no Parlamento da Nova Zelândia — Foto: G1

Povos tradicionais

Houve uma queda entre os representantes dos povos tradicionais da Nova Zelândia no Parlamento.

O número da bancada este ano é o menor desde o pleito de 2014 – mas ainda assim, em comparação com a proporção maori entre a população, o número é maior que o de outros grupos. Deputados maori têm um quinto do hemiciclo

Povos tradicionais no Parlamento da Nova Zelândia — Foto: G1

Os maoris formam o mais populoso grupo indígena da Nova Zelândia. Segundo o governo, essa etnia chegou ao arquipélago há cerca de 1 mil anos, vindos da ilha polinésia de Hawaiki.

Um em cada sete neozelandeses se define como maori, cujo idioma é reconhecido como um dos oficiais do país junto do inglês.

No início do mês, a Nova Zelândia nomeou a parlamentar Nanaia Mahuta, de 50 anos, como ministra das Relações Exteriores. Ela foi a primeira mulher maori a ocupar o cargo de chanceler.

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