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Primeiro-ministro da Etiópia, vencedor de Nobel da Paz em 2019, dá ultimato militar a adversários no norte do país

Há um conflito militar entre o governo federal e um estado no norte da Etiópia, Tigray. Abiy Ahmed deu um ultimato aos adversários e disse que irá lançar uma ofensiva se os rebeldes não se renderem.

 

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, deu um sinal nesta terça-feira (17) que os militares deverão iniciar uma ofensiva região norte do país para enfrentar as forças armadas rebeldes que dominam aquela área.

"O últimato de três dias dado às Forças Especiais de Tigray e à milícia para se render acabou hoje", disse Abiy Ahmed, que venceu o Nobel da Paz em 2019.

  • 5 pontos para entender por que a Etiópia está 'à beira de uma guerra civil' um ano depois que seu primeiro-ministro ganhou o Prêmio Nobel da Paz

Veja uma reportagem de 2019 sobre o Nobel de Ahmed.

Primeiro-ministro da Etiópia vence o Nobel da Paz

Primeiro-ministro da Etiópia vence o Nobel da Paz

Ele disse que o "ato final da aplicação da lei" acontecerá nos próximos dias.

Abiy já havia ordenado ataques aéreos e uma ofensiva terrestre no dia 4 de novembro.

A região de Tigray é dominada pela Frente de Liberação do Povo do Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

Mapa mostra a região de Tigray, no norte da Etiópia — Foto: G1

Os líderes de Tigray afirmam que são perseguidos por Abiy e que foram expulsos do governo do país.

Forças de segurança dessa região dispararam mísseis no país vizinho, a Eritreia, durante o fim de semana.

Não há informações precisas sobre o número de mortos -de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters, podem ser milhares de pessoas. Cerca de 30 mil refugiados foram para o Sudão.

Para a ONU há uma crise humanitária plena no país.

Há bloqueio ao trabalho da mídia, e os canais de comunicação foram interrompidos. Os jornalistas não podem checar as afirmações de nenhum dos responsáveis pelos conflitos.

A ameaça de Abiy foi feita depois que forças militares do país atingiram alvos do TPFL perto de Mekelle, a capital de Tigray. De acordo com nota do governo, foram operações "precisas e cirúrgicas".

Líder de região rebelde diz que ainda há confrontos

Os líderes de Tigray não responderam imediatamente. Eles já fizeram acusações às forças federais, que teriam destruído uma represa e uma usina de açúcar, além de terem atacado a população local.

Debretsion Gebremichael, o principal líder da TPLF, sinalizou que as iniciativas do governo federal não são tão bem-sucedidas como sugere Abiy.

De acordo com ele, ainda há batalhas no sul do estado, apesar das tropas federais terem dito que já tinham controle da região.

Crise humanitária

Há milhares de pessoas que já dependiam de auxílio alimentar antes do conflito, e têm enfrentado mais problemas porque as equipes que trabalhavam para entregar essa comida foram retiradas da área.

Cerca de 600 estrangeiros saíram de Tigray e foram para Adis Abeba, a capital da Etiópia.

As Nações Unidas e governos da Europa e da África pedem para que as duas partes negociem.

Abiy disse que só vai negociar quando a lei for restaurada em Tigray.

O ministro de Relações Exteriores fez visitas ao Quênia e à Uganda, mas depois afirmou que foram viagens para explicar os conflitos.

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