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Secretário da Geórgia acusa senador republicano de pressioná-lo para rejeitar votos por correio

Brad Raffensperger, que também é republicano, disse que vem sofrendo ameaças desde que informou que as eleições no estado foram justas. Resultados na Geórgia deram vantagem ao democrata Joe Biden, mas margem pequena deu início a recontagem.

 

O secretário de Estado da Geórgia acusou na segunda-feira (16) o senador republicano Lindsey Graham de pressionar as autoridades eleitorais para anular votos do estado e reverter a vantagem do democrata Joe Biden sobre o presidente Donald Trump.

Brad Raffensperger, que também é republicano, disse ao jornal "The Washington Post" que Graham perguntou a ele se ele tinha poder de rejeitar legalmente cédulas que foram depositadas até o dia da eleição. Para o secretário, isso foi uma forma de pressão para que ele interviesse na apuração dos votos do estado.

Senador Lindsey Graham participa de audiência no Comitê Judiciário do Senado dos EUA nesta terça-feira (17) — Foto: Hannah McKay/Pool via AP

Em resposta à declaração de Raffensperger, o senador Graham chamou a interpretação do secretário de "ridícula" e disse que apenas "tentava descobrir como funcionava" a validação por assinatura dos votos enviados por correio. "E ele fez um ótimo trabalho em me explicar como essas assinaturas são verificadas", rebateu Graham.

Raffensperger disse que ele e a mulher vêm sofrendo ameaças de mortes desde que defendeu que as eleições na Geórgia ocorreram de maneira justa.

"Além de me deixar bravo, é uma desilusão enorme", afirmou o secretário ao "Post".

O próprio Donald Trump vem criticando Raffensperger, a quem chama de "republicano só no nome". O presidente tenta garantir também a vitória dos dois candidatos republicanos ao Senado que disputarão segundo turno em janeiro. Se conseguir fazer com que ao menos um deles vença, os republicanos terão maioria entre os senadores e deverão impor dificuldades ao governo Biden.

Geórgia em recontagem

Contagem de votos no estado da Geórgia, em 6 de novembro — Foto: Jessica McGowan/AFP

A Geórgia, reduto republicano, deu vitória a Biden por uma margem de apenas 0,3 ponto percentual. Pelas regras, a diferença pequena assim permite que o candidato em desvantagem peça uma recontagem dos votos.

Cerca de 5 milhões de votos serão recontados até o fim desta semana. Segundo a Associated Press, que monitora resultados eleitorais há décadas, a vantagem de Biden para Trump antes da recontagem é de pouco mais de 14 mil votos.

Pelo histórico, é muito difícil que Trump consiga reverter a derrota. Além disso, os 16 delegados em jogo no estado seriam insuficientes para mudar o resultado final das eleições americanas.

Veja abaixo: por que Biden lidera na Geórgia, tradicional reduto republicano

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