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Republicanos atrasam certificação de resultado das eleições na região de Detroit, nos EUA

Suspensão foi temporária, mas atrasou a atribuição dos 16 delegados de Michigan no Colégio Eleitoral. Joe Biden venceu no estado por uma margem de 2,7 pontos percentuais.

 

Fiscais republicanos atrasaram nesta terça-feira (17) a certificação dos resultados do condado de Wayne, em Michigan, da eleição presidencial dos Estados Unidos com base em uma alegação sobre "discrepância no número de votos". Detroit, a maior cidade do estado, fica no condado de Wayne.

Os fiscais haviam barrado a certificação, mas, horas depois, eles voltaram atrás na decisão. Mesmo se o impasse persistisse, a vitória do democrata não está ameaçada (leia mais no fim da reportagem).

A manobra atrasou a atribuição dos 16 votos de Michigan no Colégio Eleitoral. De acordo com projeções, o democrata Joe Biden venceu no estado com uma margem de 2,7 pontos percentuais sobre Donald Trump.

O republicano não admite que perdeu para Biden, mesmo com conselhos de correligionários de partido e com relatórios do próprio governo que indicaram que a eleição foi "a mais segura da história".

  • VEJA TAMBÉM: Diferente do que dizem apoiadores de Trump, os 'eleitores mortos' de Michigan estão vivos

O impasse ocorreu porque os resultados eleitorais de Wayne precisavam ser confirmados por um júri composto por dois representantes de cada partido. Os dois democratas confirmaram a vitória de Biden na região, mas os republicanos se negaram a aprovar, gerando um empate.

Segundo o jornal "Detroit Free Press", a republicana Monica Palmer disse que havia discrepâncias entre o número de cédulas enviadas e o número de votos contados. "Acredito que não temos informações completas e precisas sobre o registro de seções", disse.

Discussão entre apoiadores de Biden e Trump, em Detroit, Michigan, nesta quinta-feira (5) — Foto: David Goldman/AP

O democrata Jonathan Kinloch, porém, reiterou que as discrepâncias não são relevantes o suficiente para alegações de fraude ou mesmo para mudar o resultado das eleições. "A maioria é erro humano, não baseada em fraude", afirmou.

Além disso, os representantes do Partido Democrata alegam que, em agosto, os quatro integrantes do júri certificaram normalmente o resultado das primárias que apontaram as mesmas discrepâncias.

O impasse, porém, não durou muito tempo. Horas depois, os fiscais voltaram atrás e aprovaram a certificação do resultado.

Michigan foi um dos estados que recebeu protestos por parte de republicanos que queriam reverter o resultado em favor de Trump. No entanto, até o momento ele foi derrotado na Justiça e não conseguiu provar as acusações de fraude eleitoral.

Nesta terça-feira, o presidente demitiu o chefe do departamento do próprio governo americano que atestou que as eleições de novembro foram "as mais seguras da história".

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