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Ministro Barroso justifica pane no e-Título e faz primeiro balanço das eleições

Eleitores de várias partes do País relataram falhas no aplicativo; TSE alegou número alto de acessos simultâneos e precaução à ataques como justificativas para instabilidade no sistema

 

Eleitores de diversas partes do país relataram que o aplicativo e-Título, que substitui o título de eleitor de papel, não funcionou neste domingo (15), data do primeiro turno das Eleições Municipais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu a instabilidade ao alto número de acessos e recomenda que, caso alguma tela de erro apareça, o cidadão tente novamente após alguns minutos. 

Entre os principais problemas, os eleitores destacaram a dificuldade para verificar informações básicas, como o local de votação, seção e zona eleitoral ou para justificar a ausência. Em entrevista coletiva no meio da tarde deste domingo, o presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, explicou que as falhas no aplicativo têm relação com ataques aos servidores da Corte. 
 
“Houve uma quantidade de acessos que produziu instabilidades no sistema.  Depois dos ataques aos servidores do TSE, nós reforçamos a segurança dos nossos sistemas e uma das medidas foi o desligamento de um dos dois principais servidores, como garantia que se houvesse uma nova invasão, nós teríamos um servidor com as informações relevantes fora do sistema. O desligamento do primeiro servidor, afetou o desempenho ótimo do e-Título”, justificou. 
 
Apesar dos problemas, o ministro disse que a principal funcionalidade do aplicativo, que é a identificação do eleitor no momento da votação, não foi afetada. “Todas as pessoas que baixaram o e-Título no seu celular e o apresentaram para votar ao longo do dia, ele teve o funcionamento perfeito”, disse. Segundo ele, os problemas ocorreram, sobretudo, na consulta do local de votação e na justificativa de ausência. 

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Destaques 

Pela manhã, o ministro Barroso esteve em Valparaíso de Goiás, cidade que fica no Entorno do Distrito Federal. A visita serviu para acompanhar o lançamento do projeto Eleições do Futuro, cujo objetivo é encontrar novas propostas de votação digital que substituam a urna eletrônica. “As urnas eletrônicas funcionam muito bem e são confiáveis, porém elas têm um custo elevado e, a cada dois anos, nós precisamos repor cerca de 20% das urnas, o que custa cerca de R$ 1 bilhão e, portanto, para minimizar esse custo, estamos tentando um modelo alternativo de voto pelo dispositivo pessoal”, destacou. 
 
Até às 14h deste domingo, segundo o TSE, 1,7 mil urnas foram substituídas, o que representa apenas 0,38% do total. Até o momento, 250 ocorrências foram reportadas pelo tribunal. Trinta candidatos, entre prefeitos e vereadores, foram presos. O crime mais comum é o de boca de urna. Apesar dos incidentes, Barroso afirmou que o clima de eleições está muito tranquilo. 
 
“Conversei com os presidentes dos principais tribunais eleitorais do País. Tudo está assustadoramente normal em toda parte do Brasil. Em nenhum caso precisou se recorrer ao recurso extremo da votação manual”, disse. 

 

 

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