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Mortes de mulheres durante o parto aumentam 22% no Pará

Entre os motivos apontados pelo problema estão a falta do pré-natal, dificuldades de atendimento e a pandemia da Covid-19.

 

As mortes de mulheres durante o parto aumentaram 22% no Pará. Somente em 2020 já foram registradas quase 100 mortes maternas. Entre os motivos apontados pelo problema estão a falta do pré-natal, dificuldades de atendimento e a pandemia da Covid-19.

Ana Carolina Santiago tinha 18 anos e estava grávida. O parto seria em uma maternidade de Ananindeua, mas algo deu errado. A gestante foi levada às pressas para a Santa Casa de Misericórdia, em Belém.Nem ela, nem o bebê resistiram.

Para a mãe da jovem, a luta pra enfrentar a dor da saudade é diária. Essa história entrou pra uma triste estatística, a das mães que morrem durante o parto.

Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde, entre janeiro e setembro deste ano foram registradas 92 mortes maternas no estado. Um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2019, foram 75 mortes de mulheres durante os partos.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os principais fatores para a morte de mulheres nesse período estão: carência de prevenção adequada; atraso no acesso ao serviço de saúde e marcação de consulta; falta de pré-natal diferencial; dificuldade na adesão do tratamento; demora na identificação dos fatores de gravidade e na interrupção da gestação.

As principais causas são hemorragias pós-parto (15%), complicações de abortos inseguros (15%), doenças hipertensivas da gravidez (10%), infecções (8%) e parto distócico (6%) que é quando o bebê não consegue passar pela bacia. Entre outras possíveis causas estão embolias (3%) e condições pré-existentes (28%).

 

 

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