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Em meio à pandemia, pais vivem angústia de decidir se mantêm filhos em escolas particulares de Belém

Além da questão financeira, a modalidade de estudo à distância representa desafios para crianças e instituições de ensino.

 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, pais vivem a angústia de decidir se tiram ou mantêm filhos em escolas particulares de Belém. Além da questão financeira, a modalidade de estudo à distância representa desafios para crianças e instituições de ensino.

No dia 30 de outubro, a Prefeitura de Belém publicou decreto em que suspende as aulas presenciais na rede pública e particular da capital. A decisão foi tomada 46 dias após a reabertura das escolas municipais. O decreto, com validade de 30 dias, vale para todas as turmas, exceto terceiro ano do ensino médio.

No colégio que Jonas Cunha atua como diretor, a suspensão de contratos afeta grande parte dos 1.600 alunos da escola. Na instituição, no ensino fundamental, 20% dos contratos foram cancelados. Na educação infantil, o índice de cancelamento chega a 50%.

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Outro desafio encontrado pela administração do colégio é a inadimplência, que atinge metade de todos os contratos ativos. "Estamos negociando, os pais estão fazendo todos os seus empenhos, e sempre consideramos, principalmente para os alunos da educação básica, que a reprovação e a retenção é o último dos casos", disse o diretor Jonas.

A auxiliar administrativa Vanessa Caldas, mãe de um menino de oito anos, foi uma das pessoas que optaram por cancelar o contrato escolar. Para ela, o baixo rendimento e a falta de adaptação aos meios virtuais foram decisivos. "A escola não se adaptou na questão de diminuir a carga de dever, então acumulava muitas coisas. Meu filho acabava não prestando atenção, e passava batido às vezes no conteúdo", disse.

Para a pedagoga Kalline Cabral, as escolas devem manter o acompanhamento individualizado e realizar atividades que incentivem a participação.

A especialista reforça que até que tudo normalize, é importante manter uma rotina de estudos em casa. "A gente não sabe quando as aulas vão voltar, e como isso vai acontecer, o ritmo de estudos, mesmo que on-line e de casa, deve ser mantido pelas crianças, os familiares devem incentivar que as crianças participem de todas as atividades ofertadas", disse.

Em relação à questão financeira, o advogado Afonso Cardoso sugere que pais tentem entrar em acordo com as escolas. "Os pais podem tentar entrar em acordo junto a escola e buscar uma readaptação do valor da mensalidade, um valor que condiz melhor com o que está sendo ofertado pela escola", declarou.

 

 

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