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Acusado de mandar matar homem que vendeu talco em vez de droga é condenado a 20 anos de prisão em Belém

Irmão do réu também é acusado de participar do crime e está foragido. Assassinato ocorreu em 2014, em Icoaraci, distrito de Belém.

 

Elmano Pereira dos Santos, réu acusado de encomendar assassinato de desafeto junto com o irmão, Carlos Alexandre dos Santos, foi condenado, na quinta-feira (2), a 20 anos de prisão pelo 4º Tribunal do Júri de Belém. O irmão do réu continua foragido, seis anos após o crime, que teria sido motivado após a vítima vender talco em vez de droga aos irmãos, segundo a Justiça.

De acordo com a ação judicial, o crime ocorreu em fevereiro de 2014, por volta de 12h, em via pública na vila onde a vítima morava com a família, localizada na passagem Uxiteua, bairro Maracacuera, no distrito de Icoaraci, em Belém.

Evandro de Lima Machado, de 22 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça, braço e tórax. Ele morreu no local do crime.

Por maioria de votos, os jurados acolheram a versão da acusação, que argumentou que o réu e o irmão agiram por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima no homicídio qualificado.

Antes do assassinato, os irmãos haviam prometido a quantia de R$800 e uma arma à Marllon Breno e Claudsmith Pastique para execução do crime. Marllon teria efetuado os disparos e Claudsmith atuou na condução da motocicleta usada no assassinato.

Segundo a Justiça, a Polícia chegou aos executores por meio da placa de uma motocicleta, que pertence à mãe de Pastique. Os executores foram julgados e condenados em júri anterior e confessaram que cometeram o crime a mando dos dois irmãos e que receberam os R$ 800.

Após a execução do crime, os irmãos mandantes do crime viajaram para o interior do estado.

A defesa do réu sustentou que ele não é autor do crime, argumentando que não havia provas contra ele e que a acusação se baseou em boatos de pessoas da comunidade. Em interrogatório, o réu negou ter cometido o crime e alegou que não conhecia a vítima.

O réu contou que antes de ser preso trabalhava como pescador para sustentar a família, composta por quatro filhos e que fazia uso de drogas. Elmano disse ainda que fez tratamento para dependência clínica no Amapá.

 

 

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