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Professor decapitado na França receberá maior honraria do país, diz ministro

Samuel Paty foi assassinado em plena luz do dia do lado de fora da escola onde trabalhava na sexta-feira 16 .

 

Samuel Paty, o professor de História de 47 anos decapitado na semana passada na França por um suspeito de ser um fundamentalista islâmico, receberá a maior honraria do país postumamente, a "Legion d'Honneur", disse o ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, à emissora BFM TV nesta terça-feira (20).

Paty foi assassinado na sexta-feira (16) em plena luz do dia, do lado de fora da escola onde trabalhava em um subúrbio de classe média de Paris por um jovem de 18 anos de origem chechena. A polícia matou o agressor a tiros.

  • VEJA TAMBÉM: Governo francês deve expulsar 231 radicalizados após decapitação de professor

O jovem queria se vingar pelo fato de o professor ter usado caricaturas do Profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão. Os muçulmanos acreditam que qualquer caracterização do profeta é uma blasfêmia.

Manifestantes se reúnem na Praça da República, em Paris, neste domingo (18) para marchar em homenagem ao professor de história decapitado em um ataque extremista — Foto: Michel Euler/AP

O assassinato chocou a França e ecoou os ataques feitos há cinco anos contra o escritório da revista satírica Charlie Hebdo. Figuras públicas classificaram o crime como um ataque contra a República e os valores franceses.

Uma cerimônia nacional de homenagem a Paty será realizada na Universidade Sorbonne, em Paris, na quarta-feira.

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