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Trump e Biden participam de debates com eleitores em emissoras rivais nos EUA

Candidatos à presidência responderam a perguntas durante programas ao vivo em dia que deveriam ter participado de debate juntos. Os dois programas foram transmitidos no mesmo horário.

 

O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden, candidatos à presidência dos Estados Unidos, participaram na noite desta quinta-feira (15) de debates com eleitores em diferentes emissoras de TV, no mesmo horário.

Eles deveriam ter se enfrentado em um debate em Miami, na Flórida, cancelado depois que o presidente Trump contraiu Covid-19 e se recusou a participar de um evento em formato virtual.

Trump e Biden participam de debates em diferentes emissoras de TV dos EUA

Trump e Biden participam de debates em diferentes emissoras de TV dos EUA

Trump respondeu a perguntas de eleitores por 60 minutos em um estúdio da NBC News, com mediação da jornalista Savannah Guthrie, enquanto Biden falou com o público na Filadélfia durante 90 minutos na ABC, intermediado por George Stephanopoulos.

Donald Trump e Joe Biden ainda têm um debate antes da eleição de 3 novembro, marcado para 22 de outubro, em Nashville, Tennessee, com mediação de Kristen Welker, da NBC News.

Donald Trump e Joe Biden respondem perguntas de eleitores em programas diferentes

Donald Trump e Joe Biden respondem perguntas de eleitores em programas diferentes

Veja como foi cada entrevista

Donald Trump, presidente dos EUA e candidato republicano à reeleição, durante entrevista em Miami esta quinta-feira (15) — Foto: Carlos Barria/Reuters

Donald Trump na NBC News

  • Pandemia de Covid-19

Na entrevista em Miami, o atual presidente e candidato a reeleição reforçou que o governo tomou as medidas necessárias para conter o novo coronavírus ao proibir a entrada nos EUA de viajantes provenientes da China, em janeiro, mesmo sob protestos dos democratas.

Trump, porém, não respondeu por que não tomou outras medidas para interromper os contágios em fevereiro — mês em que foi alertado sobre a gravidade da Covid-19, segundo revelado pelo livro do jornalista Bob Woodward.

Perguntado sobre o uso de máscaras, o republicano sugeriu que os americanos as usassem, se assim quiserem, mas em seguida deu uma informação incorreta: a de que 85% das pessoas que vestem o item contraem o coronavírus.

O presidente também disse ser contrário a fechar o país e afirmou que Nova York se tornou uma "cidade fantasma" com a saída das pessoas por causa da pandemia e das medidas de lockdown.

"A cura não pode ser pior do que a doença", disse Trump.

Sobre ter contraído a Covid-19, o republicano afirmou que "não se lembra" de quando recebeu o teste positivo e disse que "provavelmente" passou por exames no dia do debate com Joe Biden — segundo Trump, ele foi testado "quase todos os dias". Ele também disse que teve poucos sintomas do coronavírus e que não sente mais nada relacionado à doença.

  • Racismo e conspiracionistas

Trump negou que estivesse fugindo do tema do racismo nos EUA. "Eu denuncio os supremacistas brancos e tenho feito isso há anos", afirmou. O republicano havia sido acusado de não condenar grupos racistas durante o debate com Biden.

O presidente também disse que o partido tentou passar no Congresso um projeto de reforma da polícia que prepararia melhor os policiais para lidar com o público e evitar ocorrências como a que terminou na morte de George Floyd. Segundo o republicano, os democratas barraram a proposta.

Em relação ao QAnon, teoria conspiratória que acredita que Trump salvará os EUA de "pedófilos satanistas" infiltrados no governo e entre os democratas, o presidente disse que não sabia nada sobre o grupo que acredita e difunde essa tese. "Eu sei que eles são muito contra pedofilia", afirmou.

Donald Trump, presidente dos EUA, participa de entrevista à NBC em Miami nesta quinta-feira (15) — Foto: Carlos Barria/Reuters

  • Impostos e fortuna

Trump voltou a negar a reportagem do "New York Times" que disse que ele deixou de pagar impostos em anos consecutivos, mas acabou admitindo que deve dinheiro — o presidente não disse, porém, a quem deve.

"Os números [apresentados pela reportagem] estão errados [...] e representam um pequeno percentual do meu patrimônio", disse o republicano.

  • Aborto e nomeação de juíza conservadora

Trump defendeu a escolha da conservadora Amy Coney Barrett como juíza da Suprema Corte, mas disse que não conversou com ela sobre temas sensíveis, entre eles, o aborto. A prática é permitida nacionalmente nos EUA devido a uma decisão judicial da década de 1970, que algumas fileiras do Partido Republicano defendem reverter.

O presidente não disse se faria algo para reverter as legislações sobre o aborto, mas defendeu que cada estado tenha o direito de decidir qual melhor abordagem para o tema.

  • Economia e imigração

O presidente dos EUA prometeu uma rápida recuperação do país após o choque causado pelo início da pandemia e disse que os resultados virão logo em novembro. Trump acrescentou que esses dados positivos chegarão dois dias antes da eleição, o que, para o republicano, gerará uma "onda vermelha", em referência a possíveis eleitores do partido.

No fim da entrevista, Trump pediu votos ao dizer que fez um "grande trabalho". "Nossa economia está forte e temos empregos como nunca", disse, ao citar também que o governo "reconstruiu as Forças Armadas e as fronteiras".

  • Transição do poder, caso perca para Biden

Trump admitiu que vai aceitar uma transferência pacífica de poder caso perca para Biden. "Mas eu quero que seja uma eleição honesta", disse, acrescentando que "acredita fortemente que vencerá a eleição".

Momentos antes, ele havia sugerido que a lisura da votação estava em risco ao ser informado sobre "milhares de cédulas em latas de lixo". A entrevistadora, em seguida, ponderou que o próprio diretor do FBI negou haver provas substanciais de fraude eleitoral.

Joe Biden, candidato democrata a presidente dos EUA, usa máscara antes do início de entrevista à rede ABC nesta quinta-feira (15) — Foto: Tom Brenner/Reuters

Joe Biden na ABC

  • Pandemia de Covid 19

Biden foi questionado se tomaria e indicaria uma vacina contra Covid-19 logo após sua aprovação, já que sua candidata à vice, Kamala Harris, disse em debate que não tomaria o imunizante caso ela fosse indicada por Trump, mas sim por cientistas.

O democrata afirmou que claramente confia nos cientistas e mantém contato para se informar sobre as pesquisas, mas também não confia no que o atual presidente diz, afinal ele diz “loucuras”, lembrando do episódio em que este sugeriu que pessoas injetassem desinfetante contra o coronavírus.

Ao ser perguntado se tornaria obrigatória a vacinação, Biden disse que não se consegue obrigar a população sequer a usar máscaras, e que por isso sabe que seria impossível tentar lançar uma campanha de vacinação obrigatória.

O candidato, que sempre se posicionou a favor do uso de máscaras, lembrou ainda que “se 85% das pessoas usassem máscaras, você sequer precisaria de um lockdown”.

  • Eleitores negros

Um jovem negro lançou uma pergunta em tom provocativo, evocando uma declaração pela qual Biden já se desculpou, feita em maio, de que negros que tinham dúvidas sobre em quem votar ‘não são negros’, perguntando o que mais ele teria a dizer a esses eleitores.

O ex-vice-presidente respondeu citando planos para ampliar fundos para escolas de baixa renda e auxílio para financiamentos para aqueles que desejam comprar sua primeira casa, além de planos de ajuda para empreendedores negros, que atualmente têm mais dificuldades em conseguir verbas. Ele citou ainda dados sobre universidades negras e sua posição sobre reforma do sistema de justiça como pontos que o tornariam mais atraente a esses eleitores do que Trump.

Entrevista com Joe Biden, candidato democrata a presidente dos EUA, em Filadélfia nesta quinta-feira (15) — Foto: Tom Brenner/Reuters

  • Lei de Crimes

Questionado por uma eleitora republicana não disposta a votar em Trump sobre a Lei de Crimes que ajudou a aprovar em 1994, e que muitos acusam de ser desfavorável a minorias, especialmente negros, Biden admitiu ter errado ao apoiar a lei no geral, mas disse que há partes que boas e ruins.

Segundo ele, o banimento de armas de assalto foi um aspecto positivo, mas um ponto negativo com o qual ele não concorda foi ter dado dinheiro para os estados ampliarem os sistemas prisionais. Além disso, ele também não acha que pessoas devam ir para a prisão por uso de drogas, mas sim que devam ser encaminhadas para reabilitação. “Temos que descriminalizar maconha, mudar o sistema. De punição para reabilitação”.

Sobre a polícia, Biden disse ser a favor de uma reforma nacional significativa, que a reaproxime da comunidade.

“A maioria dos policiais não gosta dos maus policiais. Temos que ter transparência. Se um policial tiver que ser acusado, por exemplo, tem que ser por um procurador de fora da comunidade. Outra coisa é que a polícia precisa trabalhar junto com psicólogos e assistentes sociais”, ressaltou.

Biden disse que muitas vezes policiais são acionados para casos que não estão preparados para atender, como o de pessoas com problemas psiquiátricos que oferecem riscos a si mesmas ou terceiros.

  • Suprema Corte

Ao falar sobre a nomeação da juíza Amy Barrett, o democrata disse ter “grande preocupação pela comunidade LGBT e porque o presidente vai à Suprema Corte um mês depois da eleição para tentar tirar o Obamacare de milhões”.

Segundo ele, a Constituição implica que os cidadãos escolhem a composição da Suprema Corte de acordo com quem elas escolhem para o Senado e a presidência – e o processo eleitoral já começou, com milhões de votos já enviados pelos correios. Por isso um juiz não poderia ser nomeado neste momento.

Mais uma vez questionado se ampliaria o número de juízes caso eleito, ele novamente evitou responder claramente, alegando que “se eu responder à pergunta diretamente, então todo o foco estará em, ‘o que Biden fará se vencer, em vez de se é apropriado o que está acontecendo agora’. E isso é uma coisa que o presidente adora fazer, que é sempre tirar nossos olhos da bola”.

Mas admitiu que “estou aberto a considerar o que acontece a partir do que acontecer agora”. Biden prometeu, porém, que antes das eleições de 3 de novembro dará uma resposta concreta aos eleitores sobre o que fará caso seja eleito.

  • Política externa

Quando um eleitor mencionou o retorno de tropas aos EUA e o recente acordo de paz entre Israel e Emirados Árabes como aspectos positivos da política externa de Trump, Biden disse que dava um pouco de crédito ao presidente, mas não muito.

"Estamos mais isolados do que nunca. O 'América em primeiro lugar' deixou a América sozinha. Você tem o Irã mais perto de ter material nuclear suficiente para construir uma bomba. A Coreia do Norte tem mais bombas e mísseis disponíveis. Nossos aliados da OTAN estão dizendo publicamente que não podem contar conosco".

Ele disse ainda que os EUA não despertam mais muita confiança mundo afora e que Trump "falou com Putin seis vezes e não sabemos sobre o que, e troca cartas de amor com Kim Jong-un".

  • Transgêneros

Um assunto pouco discutido durante a campanha foi abordado pela mãe de duas meninas, uma delas transgênero, que citou políticas discriminatórias do governo Trump, que não permitem que transgêneros se alistem nas forças armadas e inclusive retirou a palavra de sites do governo. Ela questionou o que Biden faria para proteger pessoas como a menina.

"Eu simplesmente mudaria a lei. Eliminaria essas ordens executivas", garantiu o democrata, dizendo que deveria existir "zero discriminação" e que “não há razão para sugerir que deva ser negado qualquer direito a sua filha”, disse Biden, “nada que sua outra filha tenha o direito de ser e fazer. Nenhum (direito). Zero".

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