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Programa abre inscrições para incentivar negócios sustentáveis e inovadores na Amazônia

Programa Amazônia Up quer apoiar negócios economicamente viáveis com a floresta em pé. Iniciativa recebe inscrições até esta quinta 15 .

 

O programa Amazônia Up incentiva ideias que promovam negócios economicamente viáveis com a floresta em pé. O projeto recebe inscrições até esta quinta-feira (15). A divulgação dos selecionados será no dia 29 de outubro, com 22 projetos para um processo de trocas e conversas em torno de ideias que promovam negócios economicamente viáveis com a floresta em pé.

O programa quer aumentar os negócios sustentáveis, com inovação, agregação de valor e baixo carbono. Tem como perfil ampliar o empreendedorismo dos jovens em negócios sustentáveis, aproximando empreendedores, empresas, investidores, instituições de ensino e pesquisa, instituições de crédito e outros.

O aumento do desmatamento na floresta amazônica é hoje um dos principais assuntos em pauta tanto no Brasil como no exterior. “Nosso desafio é conciliar a agenda social com a econômica, gerando negócios de alto valor agregado. A ideia é mantermos a floresta em pé, garantindo os recursos naturais renováveis. Temos uma tripla abordagem: social, econômica e ambiental” explica Beto Veríssimo, diretor de programa do Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

Comprovando na prática que é possível empreender com a floresta em pé, o programa está na quarta edição, e já detém o título de o maior programa de pré aceleração da Amazônia. Em 2017 foram pré-aceleradas 10 ideias, em 2018 foram 13 projetos, e no ano passado 17, envolvendo mais de 150 empreendedores e um público de mais de 500 pessoas nos eventos de apresentação das startups e seus protótipos. Com um projeto mais robusto, os empreendedores conseguem acessar com mais facilidade as incubadoras de empresas de inovação.

O agrônomo Charles Brito, do município de Capitão Poço, foi um dos primeiros jovens empreendedores a participarem do programa Amazônia Up, em 2017, quando se graduou pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), e viu sua pesquisa se transformar em realidade. Hoje ele tem um negócio na área de fertilizantes, com uma rotina de atendimento de 300 a 500 consumidores.“Vi que minha ideia de negócio se encaixava, e no programa conheci como trabalhar clientes e produtos. O projeto foi essencial para entrar no mercado”, conta Charles, que atua na área de bio e nanotecnologia.

Fases do programa

O programa tem a fase de inscrições e a seleção, que se estendem até o fim de outubro, quando iniciam a fase de transformação. Eduardo Rezende, coordenador do Amazônia Up, explica que os selecionados participam de uma pré-aceleração de suas ideias de negócios, com mentorias específicas em parceria com entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a aceleradora Amazônia B, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade e muitos outros, além de material completo de formação: ferramentas necessárias para fomentar a inovação. Serão até 80 horas de conteúdo, incluindo lives dos grupos, dentro de até dois meses de programação.

“O Amazônia Up é um programa de pré-aceleração de ideias de negócios com foco em floresta e biodiversidade, e as melhores ideias passam por uma bateria de mentorias e workshops para que se tornem modelos de negócios validados, com protótipos prontos para se tornarem uma empresa”, explica Raphael Medeiros, diretor executivo da entidade. Como resultado dessa troca, o programa prevê para finalização do ciclo o Demo Day, que é o momento de apresentação dos modelos de negócios validados para o ecossistema de empreendedorismo sustentável na Amazônia.

 

 

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