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Tailândia decreta estado de emergência em Bangcok após dias de protestos contra o governo

Manifestantes pedem a saída do primeiro-ministro, o general Prayut Chan O Cha, que está no poder desde 2014; na quarta, protestos interromperam um desfile da monarquia tailandesa.

 

O governo da Tailândia decretou estado de emergência em Bangcok, nesta quinta-feira (15), em resposta aos crescentes protestos "pró-democracia", contrários ao governo do general Prayut Chan O Cha, e que, na quarta-feira (14), interromperam um desfile da monarquia tailandesa.

Nesta quinta, centenas se reuniram no centro da capital enfrentando o decreto que proíbe reuniões de mais de quatro pessoas. Pelo menos 22 manifestantes foram detidas durante esta madrugada, segundo o porta-voz da Polícia Nacional, Yingyos Thepjumnong.

Manifestantes enfrentam a polícia durante protesto em Bangcok, na Tailândia, nesta quinta-feira (15) — Foto: Rapeephat Sitichailapa/AP

Eles estavam reunidos em frente a sede do governo e pediam, entre outras coisas, pela saída de Chan O Cha, no poder desde o golpe de 2014. Os protestos pedem também por uma modificação da Constituição do país, favorável ao exército, e pela reforma da monarquia.

Entre os pedidos, está o fim da lei de lesa-majestade, que pune severamente qualquer difamação contra um membro da família real. Em 2017, um homem foi condenado a 35 anos de prisão por postar e comentar no Facebook sobre a família real.

Enfrentamento real

Na quarta-feira, mais de 10 mil manifestantes "pró-democracia" fizeram uma caminhada até a sede do governo para celebrar o 47º aniversário do levante estudantil de 1973.

Em um momento do protesto, um automóvel que transportava a rainha Suthida não conseguiu evitar a manifestação e permaneceu parado por alguns instantes, quando dezenas de ativistas fizeram a saudação com os três dedos inspirada no filme "Jogos Vorazes", em desafio à autoridade da realeza.

Manifestantes fazem sinal com três dedos erguidos, em desafio ao poder da realeza da Tailândia — Foto: Gemunu Amarasinghe/AP

Um dia antes, outros ativistas fizeram a mesma saudação na passagem do rei Maha Vajiralongkorn. O soberano, que ascendeu ao trono em 2016 após a morte de seu pai, o venerado rei Bhumibol, é uma figura controversa.

Nos últimos anos reforçou os poderes da monarquia ao assumir o controle direto da fortuna real. As frequentes viagens para o continente europeu, inclusive durante a pandemia de coronavírus, provocaram polêmica.

Confinamento e economia

O gatilho deste levante popular foi a dissolução, em fevereiro, de um partido de oposição popular entre os jovens. Além disso, o confinamento do país durante a pandemia da Covid-19 afetou o turismo, peça fundamental da economia da Tailândia o que tem aumentado as desigualdades sociais.

Em junho, o inexplicável desaparecimento do ativista "pró-democracia" tailandês Wanchalearm Satsaksit, no Camboja, também desencadeou uma onda de indignação nas redes sociais e, desde meados de julho, nas ruas.

Em setembro o país registrou sua maior manifestação popular desde o golpe de 2014 e pelo menos 30 mil pessoas marcharam pelas ruas da capital tailandesa.

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