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Parcerias entre empresa e comunidades tradicionais beneficiam moradores de Faro, Oriximiná e Terra Santa

Desde março, já foram investidos R$ 8.404.924,57 milhões no enfrentamento à covid-19, aplicados em pelo menos seis municípios da região oeste paraense.

 

A parceria entre a Mineração Rio do Norte (MRN) e mais de 50 comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas dos municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, no oeste paraense, tem contribuído para o desenvolvimento desses locais.

Entre essas experiências, está a vivenciada com a Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGs), que reúne 1.250 famílias ribeirinhas associadas e distribuídas em 29 comunidades das glebas Trombetas I e Sapucuá.

Desde 2003, quando foi fundada, esta associação recebe apoio da MRN em ações como a viabilização de recursos financeiros para as comunidades demarcarem e documentarem a titulação de suas terras, no desenvolvimento de projetos de geração de renda como o Sistema Agroflorestais (Safs) e o de criação de peixes, que envolvem famílias do Sapucuá, além de apoio logístico para as comunidades participarem das assembleias realizadas pela associação.

Para o diretor administrativo da ACOMTAGs, Evanilson de Figueiredo, essa parceria tem evoluído continuamente, gerando mais benefícios para os associados. “Atualmente, por exemplo, todas as nossas mais de mil famílias estão recebendo cestas básicas, o que tem garantido o isolamento de pessoas que precisam ficar em casa e têm alimentação para se manter. Essa parceria chegou numa hora importante e agradecemos esta iniciativa e também as doações de 2 mil máscaras, que vamos receber em outubro”, relata.

Mais de R$ 8 milhões investidos em ações sociais

Distribuição de cestas básicas em comunidades de municípios do oeste paraense — Foto: Ascom MRN/Divulgação

Durante a pandemia, a MRN ampliou suas ações sociais com os comunitários e prefeituras. Desde março, já foram investidos R$ 8.404.924,57 milhões no enfrentamento à covid-19, que custearam campanhas preventivas, distribuição de cestas básicas para comunidades, doação de equipamentos hospitalares, suporte com profissionais de saúde, materiais de higiene e testes rápidos para os hospitais municipais de Oriximiná, Terra Santa, Faro e Óbidos.

Além desses municípios, a empresa apoiou o hospital de Alenquer com equipamentos e a prefeitura de Santarém com a doação de 3 mil cestas básicas.

Mais de 40 comunidades tradicionais de Oriximiná estão sendo beneficiadas com uma iniciativa que viabilizou a geração de renda para microempreendedores locais e contribuirá para a saúde preventiva de 13 mil ribeirinhos, quilombolas e indígenas deste município.

Por meio de parceria entre a MRN e a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (ARQMO), através do grupo “Pela Vida no Trombetas”, foi lançado em agosto um edital de chamamento público, que selecionou 10 profissionais de costura para confeccionar máscaras protetivas, visando garantir a saúde preventiva destas comunidades durante este período de pandemia.

Foram doados pela empresa R$ 39 mil para viabilizar a produção de 13 mil máscaras reutilizáveis em tecido 100% algodão, que gerou renda para os dez profissionais que trabalham com costura. A seleção e o acompanhamento dos projetos foram conduzidos pela ARQMO e mais de 40 comunidades de Oriximiná foram beneficiadas com esta iniciativa.

Máscaras de proteção facial foram confeccionadas e doadas — Foto: Ascom MRN/Divulgação

“Foi muito positiva essa parceria, neste momento em que nossas comunidades precisam destas máscaras para se proteger do coronavírus. Distribuímos um primeiro lote, em setembro, para as comunidades do Alto Trombetas 1, Erepecuru, Ariramba e Água Fria. O segundo lote foi distribuído nos dias 8 e 9 de outubro durante a nova fase de entrega das cestas básicas para as comunidades do Alto Trombetas 2 e Cachoeira Porteira”, comenta Claudinete Colé, coordenadora da ARQMO.

Atendendo a uma solicitação da Associação dos Povos Indígenas de Mapuera (APIM), em outubro, a MRN doou 34 kits de uniforme tipo camuflado, contendo duas calças cargo, duas camisas manga longa com refletivo, um capacete e um par de botas de segurança. Esses uniformes são para proteger os 17 indígenas que estão executando a ação de barreira sanitária e de fiscalização das aldeias no combate à pandemia.

'Pela Vida no Trombetas'

As ações de enfrentamento à covid-19, desenvolvidas pelas MRN, estão alinhadas às iniciativas do grupo interinstitucional “Pela Vida no Trombetas”. Criado em março deste ano, o grupo reúne representantes da MRN, Ministério Público Estadual, associações comunitárias, Universidade Federal Fluminense de Oriximiná, Fundação Nacional do Índio e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Secretaria Especial de Saúde Indígena.

O grupo tem como missão avaliar e propor ações conjuntas para proteger as populações rurais, quilombolas e indígenas da região, além de elaborar material informativo de prevenção ao novo coronavírus para os povos e comunidades tradicionais de Oriximiná e região.

 

 

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