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Retomada de campanha de Trump vai incluir '''avaliação médica''' na TV

Emissora Fox News anunciou que presidente será entrevistado e avaliado por médico na noite desta sexta. Diagnosticado com Covid-19, presidente tenta correr atrás do prejuízo na reta final da eleição, com pesquisas apontando vantagem para o democrata

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca recuperar sua desvantagem nas pesquisas contra o candidato democrata Joe Biden e quer retornar plenamente à campanha nesta sexta-feira (9), uma semana depois de ter sido hospitalizado por causa da Covid-19.

Seu esforço para convencer o público de que está saudável o suficiente para retornar incluirá uma "avaliação médica" transmitida nesta sexta pela emissora Fox News. Ele será entrevistado pelo médico Marc Siegel durante o programa do seu jornalista "amigo" Tucker Carlson.

Será sua primeira entrevista para a televisão desde o anúncio de seu contágio, mas maiores detalhes sobre a "avaliação médica" ainda não foram divulgados.

Faltam 25 dias para as eleições de 3 de novembro. "Ele está pronto para sair. Ele quer falar com o povo americano", disse sua assessora de imprensa, Kayleigh McEnany, também infectada com o novo coronavírus, que já matou mais de 212 mil no país, mais do que em qualquer outro lugar do mundo.

No sábado (10), Trump irá promover um evento na Casa Branca, sua primeira aparição pública desde o diagnóstico de Covid-19. Ele planeja fazer um discurso em uma sacada, para centenas de convidados que estarão no jardim.

A primeira viagem após a retomada da campanha será na segunda-feira (12) para um comício na Pensilvânia, um estado importante para chegar à Casa Branca e onde Biden tem vantagem. Em 2016, Trump conseguiu, com a ajuda desse estado, sua vitória surpresa sobre Hillary Clinton.

Covid-19

Trump passou três noites no hospital no último fim de semana após pegar Covid-19, e o resto da semana recebeu uma terapia experimental com anticorpos, o antiviral remdesivir e um corticoide.

Na quinta-feira, seu médico anunciou que a partir de sábado ele retornará aos seus "compromissos públicos com segurança".

Sua atitude em relação ao vírus e sua gestão da pandemia são criticadas por seus opositores.

Seu estado de saúde gera ceticismo, já que os médicos não publicaram dados importantes, incluindo uma explicação precisa de quando ele foi infectado e quando foi submetido ao último teste de coronavírus (e se deu negativo).

Informações públicas, como o fato de que ele foi tratado com corticoide, sugerem que seu quadro viral pode ter sido grave no início, levantando dúvidas sobre se ele precisa ficar mais tempo em quarentena.

Somado a esta pressão está o ataque dos democratas no Congresso, depois que a Câmara de Representantes, controlada pela oposição, anunciou que quer estabelecer uma comissão para inquirir sobre a capacidade de Trump de governar e se a 25ª Emenda deve ser aplicada.

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Biden avança nas pesquisas

Enquanto isso, Biden aumenta sua liderança nas pesquisas e especialistas especulam abertamente sobre a possibilidade de uma vitória esmagadora.

O principal ponto fraco de Trump - sua gestão da pandemia - voltou à tona com seu contágio.

Com a campanha na reta final, muitos pensavam que Trump usaria um dos três debates para tentar desferir um golpe em Biden, tardio mas definitivo. Essa possibilidade, no entanto, também está se perdendo.

Segundo as pesquisas, sua atitude tensa e as constantes interrupções no primeiro debate realizado em Cleveland, em 29 de setembro, reduziram seu apoio.

O segundo debate, que estava marcado para a próxima semana, foi cancelado, após Trump rejeitar a decisão dos organizadores de realizá-lo virtualmente devido aos riscos do coronavírus. Na data em que o encontro seria realizado, Joe Biden irá participar sozinho de um evento promovido pela emissora ABC.

Isso lhe dá apenas uma última chance de debater cara a cara com Biden na televisão, em 22 de outubro.

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