Agroindústria

Agroindústria

Fechar
PUBLICIDADE

Agroindústria

Começa cessar-fogo acordado por Armênia e Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh

Mas países ainda se acusam de bombardeios logo após início da trégua, ao meio-dia local. Há décadas, Armênios reivindicam controle do território de Nagorno-Karabakh, também conhecido como Artsakh, localizado dentro das fronteiras do Azerbaijão.

 

O cessar-fogo acordado pela Armênia e pelo Azerbaijão no enclave separatista de Nagorno-Karabakh entrou em vigor ao meio-dia (horário local) deste sábado (10), com o objetivo de encerrar duas semanas de intensos combates. Uma sirene marcou o início da trégua.

O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, explicou, em comunicado, que os parâmetros específicos da implementação do cessar-fogo serão acordados posteriormente.

Neste sábado, alguns moradores saíram de suas casas para olhar para o céu, após vários dias de bombardeio em que tiveram que fugir ou se refugiar em porões. De acordo com a mídia russa, a calma parece ter voltado a Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh. Pela primeira vez em vários dias, as sirenes não soaram e nenhuma bomba caiu sobre a cidade.

A região de Nagorno-Karabakh, que fica dentro do Azerbaijão, tem 140 mil habitantes, e 99% deles são armênios. Os combates entre separatistas e azeris começaram em 27 de setembro. De acordo com contagens oficiais, o conflito deixou mais de 300 mortos.

As autoridades locais de Nagorno-Karabakh e a Armênia acusam o Azerbaijão de atingir civis durante os conflitos, sobretudo em Stepanakert, onde vivem quase 50 mil pessoas.

Azerbaijão e Armênia se acusam mutuamente de atacar áreas civis

Azerbaijão e Armênia se acusam mutuamente de atacar áreas civis

Pouco antes da trégua, as autoridades do enclave separatista e as forças do Azerbaijão se acusaram mutuamente de terem realizado bombardeios na área.

“As forças do Azerbaijão lançaram um ataque às 12h05”, informou o Ministério da Defesa da Armênia.

Pombos brancos voam perto da Catedral Santa Mãe de Deus em Stepanakert, na região separatista de Nagorno-Karabakh, nesta sexta-feira (9) — Foto: AP Photo

"A Armênia viola de forma flagrante o cessar-fogo, tenta atacar nas direções de Fizuli-Jebrail e Agdam-Terter", informou, por sua vez, o Ministério da Defesa do Azerbaijão.

Cessar-fogo

Os governos de Armênia e Azerbaijão concordaram em interromper os confrontos na região separatista de Nagorno-Karabakh, informou o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, no início da madrugada deste sábado.

Homem vê casa ser destruída em confrontos entre militares pró-Armênia e forças do Azerbaijão em Stepanakert, maior cidade de Nagorno-Karabakh, nesta sexta (9) — Foto: AP Photo

E reunião em Moscou, diplomatas armênios e azeris concordaram em trocar prisioneiros de guerra e em devolver corpos das vítimas do confronto. O governo russo mediou a negociação.

As conversas duraram cerca de 10 horas, segundo a emissora britânica BBC.

O chanceler russo disse que os dois países terão agora "diálogos substantivos".

Soldados do Azerbaijão e forças separatistas pró-Armênia que controlam Nagorno-Karabakh, região conhecida também como Artsakh, entraram em conflito em 27 de setembro. Foi a pior série de confrontos desde a guerra travada entre 1988 e 1994, quando milhares de pessoas morreram na disputa territorial.

Conflito em Nagorno-Karabakh

Localizadas no Cáucaso, Armênia e Azerbaijão vivem disputas territoriais mais antigas do que a criação da União Soviética, em 1922 - a URSS incorporou o território dos dois países nos quase 70 anos de existência.

A região onde hoje fica Nagorno-Karabakh era povoada tanto por armênios, majoritariamente cristãos, quanto azeris, que na maioria seguem o Islã. Embora o Império Russo no século XIX e no início do século XX tenha conseguido conter tensões étnicas no Cáucaso, não raro os dois grupos entravam em confronto.

Mapa República de Nagorno-Karabakh — Foto: Alexandre Mauro/G1

O Azerbaijão tenta retomar o controle da região, enquanto a Armênia quer manter o status autônomo da área acordado desde a década de 1990 pelos países do Grupo de Minsk: Rússia, Estados Unidos e França.

  • SAIBA MAIS: A antiga disputa entre Armênia e Azerbaijão no Cáucaso

De um lado, armênios argumentam que são a maioria étnica e, por autodeterminação dos povos, têm direito ao controle de Nagorno-Karabakh. Do outro, os azeris entendem que também têm aquela região como parte do território histórico do Azerbaijão.

Os dois lados se acusaram mutuamente pelo começo das hostilidades.

Atualmente, a Rússia tem aliança militar com os armênios, mas mantém boas relações com o governo azeri e não se mostra interessada em um conflito na região.

20 vídeos Programa Mundial de Alimentos da ONU ganha Nobel da paz Conheça o Programa Mundial de Alimentos, vencedor do Nobel da Paz 2020 Porta-voz do Programa Mundial de Alimentos descobre o resultado do Nobel da Paz em reunião

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

Mais Lidas em Agroindústria

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE