Agroindústria

Agroindústria

Fechar
PUBLICIDADE

Agroindústria

Nomeação de juiz da Suprema Corte dos EUA por Trump fica ameaçada com dissidências republicanas

Duas senadoras republicanas afirmaram que se opõem a preencher o lugar vago na Suprema Corte neste ano. Se mais duas pessoas do partido tomarem a mesma decisão, Trump não conseguirá indicar o sucessor de Ruth Bader Ginsburg.

 

Duas senadoras do Partido Republicano declararam que vão votar para impedir a nomeação de um novo juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos ainda este ano para substituir Ruth Bader Ginsburg, que morreu na semana passada.

O presidente Donald Trump afirmou que pretende indicar um novo nome para o tribunal. Seria o terceiro que ele apontaria.

Nesta segunda-feira (21), ele anunciou que fará a indicação até o fim da semana e que o Senado tem tempo mais do que suficiente para aprová-la antes das eleições de 3 de novembro.

"Farei o anúncio na sexta-feira ou sábado, e depois começa o trabalho, mas esperemos que não seja muito trabalho", afirmou Trump em uma entrevista ao canal Fox News.

Ele disse que pretende esperar o funeral de Ruth Bader Ginsburg para anunciar a designação.

  • Por que a morte da juíza da Suprema Corte dos EUA Ruth Bader Ginsburg é um terremoto em uma nação já fragmentada

Até a morte de Ginsburg, a corte teve um relativo equilíbrio ideológico entre progressistas e conservadores. Como uma pessoa indicada pelo atual presidente provavelmente seria do segundo grupo, esse equilíbrio poderia se perder.

Morre juíza mais antiga da Suprema Corte dos EUA

Morre juíza mais antiga da Suprema Corte dos EUA

Os juízes servem no tribunal por toda a vida, o que significa que as mudanças na composição têm efeitos duradouros.

  • Sandra Cohen: Hipocrisia republicana no futuro da suprema Corte

A polêmica é que as eleições presidenciais estão próximas e pode haver uma troca no comando da Casa Branca --o que sinalizaria que o povo americano também seria favorável a uma indicação à Suprema Corte de uma pessoa menos conservadora.

Aprovação pelo Senado

O Senado precisa aprovar a nomeação dos juízes da Suprema Corte. O Partido Republicano, do presidente Trump, tem maioria suficiente para isso.

Se quatro senadores republicanos quebrarem a unidade do partido, no entanto, a nomeação fica para o próximo mandato.

Lisa Murkowski, senadora pelo Alasca, e Susan Collins, do Maine, já afirmaram que vão se opor a uma nomeação pouco antes da eleição presidencial.

Nesta semana, a expectativa é sobre como votarão os senadores Mitt Romney, de Utah, e Chuck Grassley, de Iowa.

Boneca da juíza Ruth Bader Ginsburg em meio às homenagens na escadaria da Suprema Corte dos EUA — Foto: Carlos Barria/Reuters

Suprema Corte nas eleições

Os republicanos querem que a Suprema Corte esteja completa porque o tribunal pode ser decisivo nas eleições presidenciais deste ano.

Se houver algum problema na votação, a Justiça pode ser convocada a tomar decisões.

Trump já sugeriu dois nomes: Amy Coney Barrett e Barbara Lagoa, de acordo com a imprensa americana.

Em um ato de campanha presidencial, seus apoiadores cantaram a frase "preencha aquela cadeira", em uma referência à nomeação.

Trump sinalizou que está disposto a nomear o sucessor de Ginsberg mesmo no período entre as eleições e a posse.

Oposição quer nomeação no ano que vem

O candidato de oposição, Joe Biden, tem atacado os republicanos pela intenção indicar um novo ministro da Suprema Corte.

Juíza Ruth Bader Ginsburg faz o juramento durante sua posse na Suprema Corte após indicação do então presidente Bill Clinton em 1993 — Foto: Marcy Nighswander/AP/Arquivo

O democrata mandou uma mensagem aos senadores republicanos: "Sustentem sua obrigação constitucional, deixem o povo falar. Esfriem as chamas que tomaram nosso país".

Os democratas têm afirmado que o líder da maioria do Senado, Mitch McConnell, é hipócrita: em 2016, ele barrou a nomeação de um indicado para a Suprema Corte por causa da proximidade com as eleições daquele ano.

Veja vídeos sobre a morte de Ruth Ginsburg

7 vídeos Morte de Ruth Ginsburg comove EUA Multidão homenageia juíza americana Ruth Bader Ginsburg, que morreu aos 87 anos Trump convoca partido a escolher sucessor de juíza

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

Mais Lidas em Agroindústria

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE