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Círio de Vigia é realizado sem procissões oficiais neste domingo

Missas nas igrejas São Sebastião e Matriz louvaram à Nossa Senhora de Nazaré para a renovação da fé aos devotos católicos marianos.

 

Pela primeira vez depois de 323 anos de história, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Vigia, aconteceu sem procissão oficial. A medida tomada pela igreja católica foi para evitar aglomerações e a proliferação do novo coronavírus. No domingo (13), a igreja São Sebastião, onde o Círio do município inicia todos os anos, realizou uma missa para apenas 100 fieis.

Do lado de fora, sem procissão oficial. As ruas estreitas da Vigia, por onde os devotos caminhavam, estavam vazias pela primeira vez depois em ais de 320 anos.

"Ficamos impossibilitados de realizar o Círio com o formato que sempre estamos acostumados à realizar. A igreja que segue a missão de Jesus, que é cuidar da vida, não poderia fazer diferente, não expondo vidas" explicou o pároco de Vigia, José Carlos Silva.

Sem as manifestações nas ruas, o Círio foi bem diferente na casa da família Campos, que fica ao lado da igreja de onde sai a romaria. Dona Maria disse que esta foi a primeira vez em 50 anos que não houve festa nem reunião de amigos e parentes na casa dela.

"Coração está sentindo a diferença. O Círio deste ano foi no coração. A gente tem que aceitar, porque é a vontade de Deus. Ninguém pode mandar mais do que ele".

Por conta própria, grupo de devotos se reuniram e promoveram uma motoromaria e uma carreta percorreu o mesmo percurso feito pelos romeiros do Círio.

Dona Maria, de 78 anos, enfeitou a casa onde mora em homenagem à Santa e reuniu a família.

"O Círio para nós é mais espiritualmente de que aquele Círio da balada, da roupa nova, da pintura. O Círio para nós católicos é aquele Círio de fé. O que a gente faz é de coração, é para ela", disse.

De acordo com a igreja católica, as homenagens à Nossa Senhora de Nazaré, em Vigia, começaram em 1697, por intermédio do padre jesuíta Serafim Leite. Na igreja Matriz, Madre de Deus, nos anos anteriores foi o ponto final da romaria, foram celebradas cinco missas durante todo o domingo.

O bispo da Diocese de Castanhal, Carlos Verzeletti, fez um ato simbólico em memória ao Círio mais antigo do Pará. Ao lado da igreja matriz, a berlinda sem flores e sem a imagem de Nossa Senhora de Nazaré e os carros do Círio ficaram expostos para uma aproximação dos devotos com a fé mariana.

 

 

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