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Projeto de telemedicina atende comunidades ribeirinhas e indígenas na Terra do Meio, sudoeste do Pará

Previsão é que a iniciativa beneficie até mil ribeirinhos e quinhentos indígenas que vivem na área.

 

O Instituto Socioambiental e a ONG Health Harmony realizam um projeto de telemedicina que atende comunidades ribeirinhas e indígenas que moram na área da Terra do Meio, que fica cerca de 500km do centro urbano de Altamira, sudoeste do Pará.

Com apoio de professores e alunos da Universidade Federal do Pará, o atendimento a essas comunidades passou a ser facilidade com a instalação de internet via satélite nos postos de saúde que ficam nas reservas extrativistas na região do Xingu. Anteriormente o contato era feito somente via rádio. A viagem para a região demora cerca de três a dez dias, indo pelos rios Xingu e Iriri.

"Pensaram nesse contexto de pandemia, e todo esse contexto que a gente tem vivido, se uniram para implementar o sistema de telemedicina aqui na Terra do Meio, pensando principalmente em garantir o direito dessas populações à saúde, à proteção dos seus territórios" , contou Fabíola Silva, coordenadora adjunta do Instituto Socioambiental.

Com internet via satélite, médicos e alunos de medicina da UFPA, em Altamira, avaliam remotamente os pacientes. Eles contam com o apoio presencial de técnicas de enfermagem.

"Um projeto que chegou na hora certa, caiu do céu. Porque a gente sabe que é muito bacana que a pessoa esteja sendo atendida. Os técnicos de enfermagem que estão aqui poderem ter uma conversa diretamente com o médico da cidade", disse Francisco Oliveira, presidente da Associação dos Moradores da Reserva Iriri.

Já foram feitos 25 atendimentos à distância na Terra do Meio. Também foram montadas farmácias com medicamentos para o tratamento dos pacientes e a previsão é que a iniciativa beneficie até mil ribeirinhos e quinhentos indígenas que vivem na área.

A telemedicina evita o deslocamento dos moradores das comunidades tradicionais até Altamira, o que além de agilizar e ampliar os atendimentos médicos também minimiza os riscos de indígenas e ribeirinhos se contaminarem pelo novo coronavírus.

"De março até aqui que mantiveram o isolamento não precisaram vir para a cidade estava protegidas" , acrescentou Fabíola.

O primeiro caso da Covid-19 entre ribeirinhos foi confirmado em uma comunidade da reserva extrativista do Iriri no fim do mês de agosto. Um homem apresentou sintomas leves da doença. Para especialistas, o isolamento ajudou a retardar em quase cinco meses a chegada do novo coronavírus até essas populações.

O trabalho também quer dar apoio a essas comunidades durante o periodo das queimadas ilegais que avançam sobre as áreas protegidas, o que contribui pra o surgimento de problemas respiratórios.

"A gente tem uma grande preocupação com o aumento dos problemas respiratórios nas reservas extrativistas, porque os índices de desmatamento da bacia do Xingu têm sido muito altos esse ano, então a gente espera que no período de queimadas tenham uma intensificação de doenças respiratórias, que vai coincidir com o período do aumento dos casos de Covid-19 nas reservas extrativistas, o que é um problema." explicou Roberto Rezende, coordenador adjunto do Instituto Socioambiental.

 

 

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