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Produtores rurais de São Félix do Xingu temem avanço das queimadas na região

Município é o segundo do Brasil com maior índice de desmatamento no mês de agosto, segundo dados do Inpe.

 

Produtores rurais de São Félix do Xingu, sul do Pará, relatam prejuízos e receios com o avanço das queimadas na região. O município é o segundo do Brasil com maior índice de desmatamento no mês de agosto, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

  • Assista a entrevista completa na edição desta sexta (11) do Encontro com Fátima Bernardes

O produtor de cacau, Raimundo Freire saiu do Mato Grosso para são Félix do Xingu, sul do Pará, há mais de 30 anos com o sonho de ter a própria terra, mas confessa que luta todos os anos contra os prejuízos das queimadas.

"A minha propriedade todo ano é ameaçada. Inclusive este ano tanto eu quando meu vizinho fomos bastante ameaçados. Teve vizinho meu que tomou prejuízo, foi queimada uma parte da sua lavoura. Tem muita queimada e ela se dá por muita irresponsabilidade de pessoas que, as vezes, só cria bovino e lhe interessa mais a limpeza das suas pastagens. Isso criou um vício muito complicado, um ciclo vicioso.

Eu queria que as autoridades corressem em cima e responsabilizassem as pessoas que fazem as queimadas. Queria que as pessoas que provocam isso pensassem na vida dos bichos que vivem nas florestas e dos pequenos produtores que ficam muito prejudicados. É pensar no próximo, pensar que o outro também precisa viver", relata.

Idalto Pereira também não nasceu em São Félix do Xingu, mas saiu de Goiás há quase 30 anos. Ele criou gado, derrubou mata e só acumulava prejuízo até começar o cultivo de cacau e a recuperação da floresta. Atualmente, ele trabalha com a família toda junta no plantio de cacau.

"A queimada é uma ameaça pra todas as regiões. A gente não tem apoio quando surgem esses incêndios pra poder controlar. E é um trem descontrolado. Na realidade sempre tem alguém que bota fogo. A gente trata a terra como se fosse um ser vivo mesmo, trabalhando junto com a gente. Ela sustenta a gente e a gente tem que sustentar ela", conta o produtor.

Desmatamento

A Amazônia Legal teve uma área de 1.359 km² sob alerta de desmatamento em agosto, área cerca de 300 km² maior que a de Belém, capital paraense, mostram dados desta sexta-feira (11) do Inpe. Entre as 10 cidades com maiores índices, seis são do Pará: São Felix do Xingu, Altamira, Novo Progresso, Itaituba, Pacajá e Portel.

"O fogo na Amazônia não é uma coisa esperada, então todo fogo que a gente vê lá é quase com certeza absoluta que foi um ser humano que foi lá e botou", aponta o biólogo da Natural Conservancy Brasil, Mario Barroso.

 

 

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