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Justiça da Espanha condena ex-coronel salvadorenho a 133 anos de prisão por morte de jesuítas

Tribunal concluiu que Inocente Montano fazia parte do grupo de autoridades que decidiu e ordenou aos militares que matassem os religiosos. Defesa ainda pode recorrer.

 

A Justiça da Espanha condenou nesta sexta-feira (11) a 133 anos e quatro meses de prisão o ex-coronel salvadorenho Inocente Montano pelo assassinato de cinco jesuítas espanhóis em 1989. O crime aconteceu em plena guerra civil do país da América Central.

"Condenamos Inocente Orlando Montano Morales como responsável, enquanto autor de cinco crimes de assassinato de caráter terrorista", anunciou o porta-voz do tribunal durante a leitura da sentença na Audiência Nacional de Madri, na presença do acusado.

Para cada um dos delitos, o tribunal estabeleceu uma pena de 26 anos e oito meses, o que soma 133 anos e quatro meses. O tempo máximo de reclusão na lei espanhola é, no entanto, de 30 anos. A defesa ainda pode recorrer no Tribunal Supremo, de acordo com a France Presse.

O militar de 76 anos, extraditado para a Espanha em 2017, era o único acusado no julgamento realizado entre junho e julho na Audiência Nacional pelo massacre ocorrido no campus da Universidade Centro-Americana (UCA) durante a guerra civil (1980-1992).

O crime aconteceu em 16 de novembro de 1989 na capital do país, San Salvador. Agentes do batalhão militar Atlacatl assassinaram os religiosos: o espanhol-salvadorenho Ignacio Ellacuría (reitor da UCA) e os espanhóis Ignacio Martín Baró (vice-reitor), Segundo Montes, Amando López e Juan Ramón Moreno.

O ataque ainda deixou outras três vítimas: o religioso salvadorenho Joaquín López, a cozinheira Elba Ramos e sua filha Celina.

O Ministério Público e a Associação de Direitos Humanos da Espanha acusaram o ex-coronel, então vice-ministro da Segurança Pública, de fazer parte do grupo de autoridades que decidiu e ordenou aos militares que matassem os religiosos, de acordo com o jornal “El País”.

O tribunal considerou comprovado que "os oito assassinatos foram tramados, planejados e ordenados por membros do Alto Comando das Forças Armadas, órgão ao qual pertencia Inocente Orlando Montano na condição de vice-ministro da Segurança Pública".

Na época, a ordem religiosa, em especial Ignacio Ellacuría, atuava como mediador entre o governo e a guerrilha da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional para possibilitar negociações de paz. De acordo com a Audiência Nacional, a situação "provocou a inimizade da extrema-direita, que temia perder seus privilégios durante as negociações".

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