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Na pandemia, Chile recorda 47 anos do golpe a Salvador Allende

A manifestação é realizada todos os anos para lembrar as mais de 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos nos 17 anos da ditadura de Pinochet, desde 11 de setembro de 1973.

 

Partidos de esquerda e grupos de familiares de vítimas da ditadura de Augusto Pinochet lembraram, nesta sexta-feira (11), os 47 anos do golpe de Estado que derrubou o governo do socialista Salvador Allende no Chile.

O ato foi executado com medidas especiais para evitar piorar a pandemia de coronavírus.

"Não me esqueço, exijo justiça", lia-se na faixa que percorreu a manifestação que reuniu centenas de pessoas na Praça dos Heróis, no centro da capital chilena, para chegar ao memorial do detidos desaparecidos no Cemitério de Santiago.

Veja reportagem sobre documentos da ditadura de Pinochet.

Presidente do Chile recebe documentos que comprovam ordem de Pinochet

Presidente do Chile recebe documentos que comprovam ordem de Pinochet

A manifestação é realizada todos os anos para lembrar as mais de 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos nos 17 anos da ditadura de Pinochet, desde 11 de setembro de 1973, quando as Forças Armadas se levantaram contra o governo de Salvador Allende, que se suicidou dentro do palácio presidencial ao ser bombardeado por ar e terra.

Devido à pandemia de coronavírus e às restrições, a manifestação reuniu menos pessoas do que nos anos anteriores.

Usando máscaras, tentando manter distância física e carregando faixas com os rostos das quase mil pessoas que ainda estão desaparecidas, o grupo avançou pelas ruas do centro de Santiago.

Quase ao mesmo tempo, no monumento que lembra a figura de Allende em frente ao palácio presidencial, dirigentes dos partidos Comunista e Socialista, representantes da Central Única de Trabalhadores (CUT) e outros grupos se reuniram para destacar a figura do presidente derrubado, o primeiro marxista a chegar ao poder pelas urnas.

"A melhor homenagem que podemos prestar àqueles que deram suas vidas pela causa democrática, a exemplo do presidente Salvador Allende, é trabalharmos juntos pela ampla vitória da opção aprovada no plebiscito de 25 de outubro", disse à imprensa o presidente do PS, Álvaro Elizalde.

Nesta eleição, proposta como uma das saídas da crise social gerada após a eclosão social de 18 de outubro do ano passado, os chilenos devem "aprovar" ou "rejeitar" a elaboração de uma nova Constituição, que substitua a atual, considerada um legado da ditadura.

"Este é um ano cheio de esperança, mais difícil e em quarentena, mas com possibilidades de mudanças reais. Pela primeira vez na história do país que nos deparamos com a possibilidade real de acabar com esta constituição Pinochet", disse à AFP Lorena Pizarro, presidente da Associação de Familiares de Detidos-Desaparecidos.

 

 

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