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Agricultura de precisão pode otimizar produção agropecuária em Mato Grosso

Para ampliar a utilização do conjunto de técnicas, Legislativo tenta avançar com o PL 149/19, que institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão

 

A tecnologia tem se tornado cada vez mais aliada da agropecuária. Nesse contexto, a agricultura de precisão vem ganhando espaço como uma das formas de otimizar a produção em território nacional. Agricultura de precisão é um sistema de gerenciamento da produção agrícola que utiliza a tecnologia para gerar informações precisas para a tomada das melhores decisões e a otimização dos processos produtivos, com reflexos diretos na produtividade e nos custos de produção.

Entre 2010 e 2019, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o faturamento da produção agrícola em Mato Grosso cresceu 108%. Em 2019, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB) do estado encerrou o ano com R$ 101,7 bilhões, número 8,89% acima do valor de 2018.  

“Quando falamos de agricultura de precisão, estamos falando do uso de ferramentas como banco de dados, uso e análise de dados para poder fazer previsão, uso de sensores no campo, uso de tecnologias de aprendizagem virtual, inteligência artificial”, explica o diretor de Inovação do Mapa, Cléber Soares.

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Com o fomento ao desenvolvimento tecnológico trazido pela agricultura de precisão, há incrementos de produtividade durante a toda a cadeia produtiva, o que, consequentemente, amplia as margens de renda e qualidade de vida de produtores. Em uma plantação de soja, por exemplo, o sistema de produção pode permitir que o agricultor saiba qual é o melhor material genético para ser plantado naquela região específica, levando em consideração as condições climáticas, do bioma e de solo. 

Além da otimização da produtividade, a agricultura de precisão também apresenta vantagem do ponto de vista sustentável. “Ao levar melhor eficiência, a agricultura digital está mitigando e reduzindo o uso de insumos de forma desnecessária. Contribui para mitigar, por exemplo, gases de efeito estufa, acompanhando a dinâmica de estoque de carbono no solo ou na sua cultura. Pode acompanhar, também, do uso e reciclagem de água no sistema de produção, independente de que seja de grãos ou de pecuária”, avalia Cléber Soares. 



Legislação

Para ampliar a utilização do conjunto dessas técnicas de produção em território nacional, o Congresso Nacional tentar avançar com o PL 149/19, que institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão. O objetivo é elevar eficiência na aplicação de recursos e insumos de forma a diminuir o desperdício, aumentar a produtividade, a lucratividade e a garantir a sustentabilidade ambiental.

A proposta estabelece como diretrizes o apoio à inovação agronômica, contemplando todas as escalas de produção e seus impactos socioeconômicos e ambientais; o desenvolvimento tecnológico e a difusão entre pequenos e médios produtores; a ampliação de rede de pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor agrícola; a adequação da ação governamental às peculiaridades e diversidades regionais; a articulação e colaboração entre os entes públicos federais, estaduais e municipais e o setor privado.

“O regramento proposto pelo PL vai trazer ainda mais benefícios para os agricultores, para a agricultura que busca avançar sustentavelmente, busca avançar com equilíbrio entre meio ambiente e produção”, destaca o deputado federal Carlos Fávaro (PSD/MT). “Isso vai ser um projeto que se sustenta pela economia, que se sustenta pela preservação ao meio ambiente, pelo aumento de produtividade, pelo ganho de escala. É fundamental para que o Brasil se insira nessa nova ferramenta.” 

No caso específico de Mato Grosso, o parlamentar acredita que o estado não terá problemas em aderir à Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão. “Como Mato Grosso é o principal produtor de grãos, fibras e carnes do Brasil, e é adepto por natureza à inovação tecnológica, será um dos principais estados a adotarem esse PL no Brasil”, completa.  

Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em novembro de 2019, a matéria aguarda apreciação do Senado.

 

 

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