Notícias

Notícias

Fechar
PUBLICIDADE

Notícias

Estudo identifica necessidade de legalização da meliponicultura na Resex e região do Lago Grande, em Santarém

Nova etapa do diagnóstico foi realizada no período de 1º a 4 de setembro em oito comunidades das duas regiões, com objetivo de melhorar a cade produtiva sustentável do mel de abelha.

 

Durante cinco dias, técnicos fizeram um levantamento em oito comunidades da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns e Região do Lago Grande, em Santarém, no oeste do Pará, para mapear a cadeia produtiva de mel sustentável. O diagnóstico identificou a necessidade de legalização da meliponicultura.

O levantamento realizado por técnicos do Programa Floresta Ativa no sentido de identificar potencialidades, avaliação e gargalos da atividade foi feito entre 1º e 4 de setembro nas Santi, Cefa, Carão, Aldeia Aminã, Anã, Bacurí, Aldeia Solimões e São Francisco.

“A cadeia da meliponicultura tem tudo para se consolidar, mas pra fazer isso é necessário ter essas informações, diálogo entre o produtor e o técnico. A gente já vem trabalhando há bastante tempo com as comunidades de terra firme, onde já temos um trabalho organizado, colmeias padrões”, contou o técnico do Projeto Saúde e Alegria, Alexandre Godinho.

Etapas

Técnicos fazendo mapeamento da cadeia produtiva de mel sustentável na região — Foto: Projeto Saúde e Alegria/Divulgação

O próximo passo da estratégia de valorização da cadeia produtiva é dar visibilidade para o esforço comunitário e legalizar a produção do mel sustentável que garante renda aos comunitários, contribuindo para manutenção da floresta em pé.

Segundo o extensionista rural, Márcio Roberto, a etapa do manejo já é uma realidade consolidada, entretanto o desafio é promover a legalização da produção.

“A gente percebeu que o principal gargalo dessa cadeia é gerar renda com acesso a mercado que paga mais pelo mel, que vem de uma floresta, com um histórico. Vamos discutir metas e caminhos com apoio de entidades parceiras, principalmente no sentido de ter a legalidade da atividade. m um futuro próximo, colocar esse mel numa prateleira do supermercado, com origem e identificação desse mel”, disse.

A produção do mel representa uma importante atividade econômica para os moradores de regiões de floresta com a extração do mel e seus derivados, como o pólen e o própolis.

Newton Ferreira, meliponicultor da comunidade Santi, na região da Resex — Foto: Projeto Saúde e Alegria/Divulgação

Na Aldeia de Aminã, os povos da etnia Tupaiú praticam o manejo das abelhas Canudo. "A renda melhorou muito para as famílias, porque tem algumas que têm quarenta caixas, tiram vinte, trinta litros de mel e tem uma renda razoável”, contou o presidente da comunidade, Orlando Cardoso.

Já na comunidade Santí, região da Resex, o resultado do manejo tem contribuído até para a educação dos comunitários.

“Compramos material com o dinheiro tirado do mel. Um dia eu estava agoniado com meus filhos para comprar material e nesse dia nós tiramos dez litros e deu pra comprar material dos quatro”, relembrou o meliponicultor Newton Ferreira.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

Mais Lidas em Notícias

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE