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Polícia de Hong Kong é criticada por usar violência para deter menina de 12 anos

Menina tinha saído de casa com o irmão para comprar material escolar no domingo e se assustou ao se deparar com os policiais.

 

A polícia de Hong Kong está recebendo críticas por ter usado violência para deter uma menina de 12 anos, enquanto reprimia um protesto de grupos pró-democracia, no domingo (6), em uma rua central da região semiautônoma.

Segundo a família, a menina tinha saído de casa com o irmão para comprar material escolar e se assustou ao se deparar com os policiais.

Imagens que viralizaram na internet mostram que os policiais tentavam encurralar um grupo. A menina que passava pelo local correu, mas um dos policiais conseguiu contê-la. Ele recebeu a ajuda de outros agentes de segurança para imobilizá-la quando ela já estava caída no chão.

A corporação afirmou que usou o mínimo de força possível para deter a garota, que teria fugido de maneira “suspeita”. Em nota divulgada horas após o incidente, a polícia afirmou que estava preocupada com a participação de jovens em aglomerações proibidas.

A mãe da menina disse ao “Apple Daily” que pretende apresentar uma reclamação formal contra a polícia. Segundo ela, a menina ficou machucada e com marcas de arranhões.

A garota e o irmão receberam multa por violar as regras de distanciamento social impostas para conter a pandemia de Covid-19.

Em um comunicado divulgado posteriormente, a polícia declarou dar “grande importância à integridade” e que, se uma pessoa considerar que foi afetada pela má conduta policial, ela poderá apresentar uma queixa ao Escritório de Reclamações Contra a Polícia. A demanda, de acordo com a corporação, será “tratada de maneira justa e imparcial”.

Protesto

No domingo (6), a polícia de Hong Kong prendeu quase 300 pessoas durante as manifestações contra o adiamento das eleições legislativas, que estavam previstas para aquele dia.

A votação permitiria a renovação do Conselho Legislativo (Legco, Parlamento), uma das raras ocasiões para os cidadãos da região semiautônoma exercerem o direito de se manifestar através do voto.

A chefe do Executivo local, Carrie Lam, nomeada por Pequim, afirmou que decidiu pelo adiamento por causa da pandemia de Covid-19.

A manifestação de domingo foi a maior deste a entrada em vigor da nova lei de segurança nacional imposta pela China ao território semiautônomo.

A nova lei foi imposta após sete meses consecutivos de protestos, alguns deles violentos, contra o que os manifestantes pró-democracia chamam de tentativas da China de reduzir as liberdades locais deste importante centro financeiro.

 

 

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