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Quase 300 refugiados rohingyas desembarcam na Indonésia após meses em alto mar

Frágil barco de madeira transportava grupo que foge da perseguição em Mianmar. Grupo embarcou em Bangladesh.

 

Um barco com 297 refugiados rohingyas chegou na manhã desta segunda-feira (7) a uma praia em Aceh, ao norte da ilha de Sumatra, na Indonésia, depois de ficar em alto mar por sete meses. Este desembarque é a chegada mais importante de rohingyas ao país desde 2015, segundo fontes locais.

Na frágil embarcação de madeira estavam 102 homens, 181 mulheres e 14 crianças dessa minoria muçulmana perseguida em Mianmar. De acordo com depoimentos coletados pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), eles embarcaram em Bangladesh em fevereiro e passaram sete meses no mar. Cerca de 30 morreram durante a viagem.

Rima Shah Putra, que dirige a ONG Yayasan Geutanyoe, afirmou à agência Efe que a embarcação seguia para a Malásia.

Chris Lewa, diretora da Arakan Project (ONG dedicada aos rohingyas), afirma que os migrantes provavelmente foram mantidos no mar enquanto os contrabandistas tentavam obter o máximo de dinheiro de seus parentes em terra.

O grupo foi encaminhado para um abrigo temporário, de acordo com o chefe da Cruz Vermelha da cidade de Lhokseumawe, Junaidi Yahya. Pelo menos uma pessoa precisou ser levadas a um hospital ao desembarcar.

A polícia local informou que o barco de madeira que transportava os rohingyas tinha sido avistado por pescadores a vários quilômetros da costa de Lhokseumawe, antes de parar na praia de Ujung Blang.

Esse não foi o primeiro grupo de rohingyas que foi parar em Aceh, que é a província mais ocidental da Indonésia. Em junho, pescadores indonésios descobriram 94 refugiados famintos em um barco de madeira.

Parte do grupo de refugiados Rohingya que chegou até a Indonésia nesta segunda-feira (7) — Foto: Rahmat Mirza/AFP

Fuga de Mianmar

Centenas de milhares de muçulmanos rohingyas fugiram de Mianmar, de maioria budista, devido a uma violenta repressão militar. Cerca de um milhão vive atualmente em condições precárias nos campos de refugiados superlotados de Bangladesh.

Ativistas de direitos humanos afirmam que muitos rohingyas aceitam fazer a viagem atraídos por traficantes que prometem uma vida melhor no exterior.

A Indonésia e a Malásia, dois países de maioria muçulmana, são os destinos mais procurados por esses refugiados.

Esses muçulmanos sunitas falam um dialeto de origem bengali utilizado no sudeste de Bangladesh, de onde são originários. Muitos vivem no estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar, sob políticas de discriminação racial parecidas com o Apartheid – regime de segregação que vigorou na África do Sul por mais de 40 anos.

O rohingyas que vivem em Mianmar são apátridas, porque o país lhes nega a cidadania.

 

 

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