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Não se pode falar em abertura econômica sem que a curva de contágio da Covid-19 esteja controlada, alerta comissão da ONU

Em coletiva conjunta com a Organização Pan-Americana de Saúde, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, ligada à ONU, alertou para as perdas econômicas trazidas pela pandemia e reforçou necessidade de auxílio às populações para que medi

 

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, afirmou nesta quinta-feira (30) que é necessário controlar a transmissão da Covid-19 antes que atividades econômicas sejam retomadas.

"Não se pode falar em abertura econômica sem que a curva de contágio da Covid-19 esteja controlada", alertou Bárcena.

Em coletiva conjunta com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a Cepal, que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou um relatório em que destaca a necessidade de controlar a transmissão da doença antes da reabertura.

O documento tambem alerta para as perdas econômicas trazidas pela pandemia, mas as entidades enfatizam que, entre a economia e a saúde, a prioridade é a saúde.

"A escolha entre saúde e reabrir a economia é false", frisou a diretora-geral da Opas, Carissa Etienne.

Etienne frisou que o relaxamento das medidas deve ser baseado em uma analise de riscos, inclusive da capacidade de tratar mais pacientes e de reintroduzir as restrições, se necessário.

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O relatório das organizações frisou a quantidade de pessoas na América Latina em grupos considerados vulneráveis: são 85 milhões de idosos, 60 milhões de indígenas, 70 milhões de pessoas com deficiência e 130 milhões de afrodescendentes, que têm mais risco de contágio e de desenvolver casos graves ou de morrer pela Covid-19.

Aumento da pobreza

21 de abril: mulher e criança andam de mãos dadas com máscaras protetoras contra a Covid-19 na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

As duas líderes latinoamericanas alertaram para o aumento da pobreza por causa da pandemia de Covid-19.

A expectativa é de que o número de pessoas desempregadas na região aumente para 44 milhões este ano, enquanto a pobreza deve subir 7 pontos percentuais, alcançando mais 45 milhões de pessoas – resultando em 231 milhões vivendo na pobreza. A extrema pobreza deve atingir 96 milhões de pessoas na região.

Além disso, o PIB per capita deve cair aos níveis de 2010, e as exportações devem ter queda de 23%.

Especialistas das entidades reforçaram a necessidade de auxílio financeiro às populações para que medidas de contenção do novo coronavírus possam ser cumpridas. Entre as medidas propostas para garantir esse auxílio estão uma renda de emergência, por 6 meses, para toda a população abaixo da linha de pobreza. A iniciativa incluiria uma quantia a mais para as pessoas em pobreza extrema.

"As mulheres que estão encarregadas das famílias deveriam receber uma renda básica", frisou Alicia Bárcena.

A secretária-executiva da Cepal também destacou a necessidade de garantir acesso a serviços básicos, como os de saúde e o de saneamento básico.

"No Brasil, 60 milhões de pessoas de pessoas não têm acesso à atenção primária", completou Carissa Etienne.

A América Latina e o Caribe tinham registrado, até esta quarta (29), mais de 4,5 milhões de casos e 190 mil mortes pela Covid-19, segundo a Opas e a Cepal. A maioria está no Brasil, que tem mais de 2,5 milhões de casos e 90 mil mortes pela doença.

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