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Venezuela reativou contato com Noruega, que tenta intermediar o diálogo entre Maduro e a oposição

Em 2019, a oposição e o governo chavista mantiveram negociações, mas os diálogos foram congelados em agosto por Maduro, em retaliação por duras sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, principal apoiadores de Juan Guaidó.

 

O governo de Nicolás Maduro "reativou" contatos com a Noruega, após a visita de delegados noruegueses à Venezuela, informou nesta quarta-feira o mandatário venezuelano, sem detalhar o conteúdo das conversas com o país nórdico.

Em 2019, os noruegueses tentaram intermediar uma negociação entre Maduro e o opositor Juan Guaidó para resolver os impasses políticos da Venezuela. A iniciativa fracassou.

"Reativou-se este tema dos noruegueses. Meus cumprimentos a esta delegação da Noruega que esteve na Venezuela. E tudo que foi conversado vai continuar", declarou Maduro em transmissão na televisão, sem informar os detalhes da agenda ou de eventuais encontros com opositores.

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Guaidó, líder parlamentar reconhecido como presidente da Venezuela por dezenas de nações, também confirmou a esperada chegada dos delegados noruegueses, embora tenha descartado a retomada de negociações com Maduro.

A delegação da Noruega tinha a "intenção" de "conhecer a situação atual do país desde o ponto de vista político e humanitário", segundo um comunicado emitido pela assessoria do líder legislativo.

Maduro explicou que a delegação foi recebida pelo ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, um dos principais negociadores do chavismo em seus diálogos prévios com a oposição.

"Eles já sabem de nosso compromisso com o diálogo, a democracia e a liberdade", reafirmou Maduro à emissora estatal.

A visita acontece em um momento em que a Venezuela se prepara para renovar seu Parlamento, único poder em mãos da oposição, em 6 de dezembro.

Em 2019, a oposição e o governo chavista mantiveram negociações nas quais a maioria do Parlamento exigiu novas eleições presidenciais, mas os diálogos foram congelados em agosto por Maduro, em retaliação por duras sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, principal apoiadores de Guaidó.

O líder da oposição classificou de "trapaça" os constantes chamados ao diálogo de Maduro, respaldado por sua vez por Rússia e China.

Washington advoga por um diálogo na Venezuela para a formação de um governo de transição que convoque eleições gerais antes do fim do ano, proposta apoiada pela União Europeia.

 

 

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