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Pesquisadores da Ufopa criam esterilizador de ar que reduz carga viral de ambientes fechados

O esterilizador de ar baseado em UVC, um tipo de radiação ultravioleta que, ao contrário da UVA e UVB, possui ondas curtas, com efeito germicida.

 

A equipe do Laboratório de Aplicações do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) acaba de desenvolver um protótipo de um esterilizador de ar baseado em UVC, um tipo de radiação ultravioleta que, ao contrário da UVA e UVB, possui ondas curtas, com efeito germicida. O equipamento poderá ser usado em salas, auditórios e laboratórios, ambientes fechados em que a carga de fungos e bactérias costuma ser elevada.

“Ele poderá ser instalado para inativar vírus, fungos e bactérias, elevando a salubridade dos ambientes para os ocupantes e também para os equipamentos”, explica o professor José Roberto Branco Filho.

A nova ferramenta promete ser bastante útil diante do atual cenário de pandemia ocasionada pelo Covid-19. A radiação UVC tem sido muito utilizada em soluções de desinfecção ao redor do mundo através de diversos tipos de produtos, como rodos para limpeza de ambientes, cabines para desinfecção de carrinhos de compra, máscaras faciais, recursos adotados especialmente em ambiente laboratorial e hospitalar.

Os professores do IEG adaptaram a tecnologia para o esterilizador de ar que pode ajudar no processo de retomada das aulas presenciais na Universidade. “Decidimos fazer algo que facilite o retorno às aulas quando for seguro, juntamente com totens de álcool gel e outras medidas protetivas”, reforçou José Roberto.

O contágio por doenças transmissíveis pelo ar, como o Covid-19, se dá em função da carga do contaminante no ar e do tempo de permanência no ambiente contaminado. “Como é difícil reduzir o tempo em sala de aula, pensamos em criar algo para reduzir a carga de contaminante no ar. Mesmo em um cenário pós-Covid, ele será útil para diminuir a carga de fungos e bactérias em nossos ambientes”, avaliou o docente.

A professora Sílvia Katrine Rabelo, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco), entrou como parceira do projeto. Ela será responsável pelos ensaios microbiológicos com o equipamento. Os testes tiveram início no dia 27 de julho, em duas salas de aula do bloco “Laranjão”, na unidade Tapajós.

De acordo com Katrine, o aparelho também poderá ajudar nos ambientes em que os ocupantes reclamam de alergias causadas pela presença de fungos (mofo). “Será um bônus, mas vamos começar pelas salas de aula”, adiantou José Roberto. Além dele, a equipe do laboratório do IEG inclui os docentes Paula Renatha Nunes, Vicente Moreira, Alex Cabral, Manoel Bezerra e José Lucas Sagama, além dos alunos Kelven Lima e Luís Henrique Dias.

 

 

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