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Suspeito de vender respiradores hospitalares para empresa do Pará e não entregar produtos é preso em Patrocínio

Operadora de plano de saúde pagou entrada de R$ 600 mil, mas aparelhos não foram entregues e o dinheiro não foi devolvido. Polícia Civil também apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos na cidade.

 

Um homem de 43 anos foi preso em Patrocínio, nesta terça-feira (28), suspeito de estelionato. Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na cidade. Essa foi uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais e do Pará.

De acordo com o delegado responsável pelo caso em Patrocínio e que acompanhou a polícia do Pará na cidade, Renato Mendonça Cardoso, uma operadora de plano de saúde sediada em Belém (PA) encomendou oito respiradores hospitalares com valor total de R$ 1,2 milhão. Para garantir a compra, a empresa efetuou o pagamento de metade do montante, ou seja, R$ 600 mil, para o suspeito mas não recebeu os equipamentos e nem foi ressarcida.

“O detido afirmou que realiza a emissão de notas fiscais para outras pessoas para ganhar dinheiro sobre isso. Ele tem dois imóveis locados em nome da empresa dele, mas não há nada nos imóveis. Ele vive de pequenas ações como esta, mas desta vez os valores foram muitos altos”, disse Cardoso.

Ainda segundo o delegado, o homem confessou a emissão das notas, mas negou que fosse o responsável pela venda ou que soubesse que o golpe seria aplicado.

“Ele confirmou a prática e afirmou que a ação foi mediada por duas pessoas residentes no estado de São Paulo. Disse que quando morou em Campinas (SP), conheceu um homem jogando futebol e que este o contatou no início deste ano perguntando se poderia emitir notas fiscais para um amigo, proprietário de uma importadora, que estava impedida de emitir nota fiscal. O suspeito afirmou que fez a emissão, recebeu os R$ 600 mil, pegou a parte dele e transferiu o restante do dinheiro para o suposto importador e seu sócio”, completou.

Conforme o delegado, o suspeito não informou o valor que ele teria ganhado nessa transação. Cardoso também afirmou que o homem vai ficar na Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares em Patrocínio, já que a polícia do Pará não vai pedir a transferência dele por enquanto.

Além disso, o delegado informou que foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que serão encaminhados para análise da Polícia Civil do Pará.

A Polícia Civil não divulgou o nome da operadora de pano de saúde, vítima do estelionato, nem da suposta importadora que teria feito a negociação. Por isso, o G1 não entrou em contato com as empresas.

 

 

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