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Governo dos EUA não aceitará novos pedidos em programa que ampara jovens imigrantes

Criado por Obama, o programa Daca protege grupo de cerca de 690 mil jovens que chegaram ao país sem documentos acompanhando seus pais quando eram crianças.

 

O Departamento de Segurança Interna dos Estado Unidos anunciou nesta terça-feira (28) que o governo vai rejeitar todos os novos pedidos que receber para o Daca, o programa de migração criado em 2012 por Barack Obama para regularizar temporariamente imigrantes em situação ilegal que chegaram aos Estados Unidos com menos de 16 anos.

A renovação do programa vai ser permitida, mas limitada por 1 ano. Nesse meio tempo o Homeland Security quer analisar a decisão da Suprema Corte. No dia 18 de julho os juízes rejeitaram o pedido de Trump para acabar com o programa.

O tribunal considerou que seria "arbitrário e caprichoso" acabar com o programa adotado pelo presidente democrata Barack Obama, que além de proteger contra as deportações, dá permissões de trabalho aos jovens, principalmente procedentes da América Latina e muitos deles sem recordações de seus países de origem.

O Daca protege cerca de 690 mil imigrantes da deportação. A estimativa é que 5.780 brasileiros estejam inscritos no programa.

Apoiadores do Daca comemoram decisão da Suprema Corte dos EUA de barrar tentativa do presidente Donald Trump de acabar com programa que apoia jovens imigrantes — Foto: Jonathan Ernst/ Reuters

Como funciona o programa

O Daca, que é a sigla em inglês do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância ("Deferred Action for Childhood Arrivals"), evita a deportação temporariamente, mas não garante cidadania futura, nem residência permanente. Os vistos de estada e de trabalho são concedidos por dois anos e podem ser renovados.

Foi criado por decreto em 15 de junho de 2012 pelo então presidente democrata Barack Obama, diante da impossibilidade de aprovar - em um Congresso dominado pelos republicanos - a Lei DREAM ("Development, Relief and Education for Alien Minors Act"), ou Lei de Desenvolvimento, Alívio e Educação para Menores Estrangeiros.

Por isso, os imigrantes levados quando crianças para os Estados Unidos passaram a ser chamados de "Dreamers" (sonhadores), em referência à lei, mas também ao sonho de conseguir uma vida melhor nos EUA.

A maioria dos "Dreamers" nasceu no México e em países centro-americanos e vive na Califórnia e no Texas, mas também em Nova York, Illinois e Flórida.

 

 

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