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Venezuela pode estar violando sanções impostas à Coreia do Norte, dizem especialistas da ONU

A Coreia do Norte está sujeita a sanções da ONU desde 2006. Estas foram intensificadas pelos 15 membros do Conselho de Segurança ao longo dos anos na tentativa de interromper os fundos para os programas nuclear e de mísseis balísticos norte-coreanos.

 

Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) que monitoram o cumprimento das sanções impostas à Coreia do Norte estão analisando um possível acordo militar e tecnológico entre o governo norte-coreano e a Venezuela, e alertaram o país sul-americano que pode estar violando resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Em duas cartas ao embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, a comissão independente de especialistas da ONU indagou a respeito de termos específicos do acordo e delineou as sanções que poderiam proibir tal pacto. As correspondências, até então nunca reveladas, foram enviadas em outubro e no mês passado, e vistas pela Reuters.

O inquérito surge no momento em que sanções dos Estados Unidos à Venezuela --que visam derrubar o presidente Nicolás Maduro em reação a alegações de que ele fraudou sua reeleição em 2018--, o seu isolamento diplomático crescente do país, estão levando a nação a intensificar as relações com adversários dos EUA, como Irã e Coreia do Norte.

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"Levando em consideração que tal cooperação é uma forma reconhecida de a RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte) violar resoluções relevantes da ONU, a comissão gostaria de solicitar uma resposta a respeito de informações relativas à cooperação suspeita supramencionada", escreveu o coordenador da comissão, Alastair Morgan, no dia 12 de junho.

A Coreia do Norte está sujeita a sanções da ONU desde 2006. Estas foram intensificadas pelos 15 membros do Conselho de Segurança ao longo dos anos na tentativa de interromper os fundos para os programas nuclear e de mísseis balísticos norte-coreanos.

Todos os anos, a comissão de especialistas da ONU presta contas sobre o cumprimento das sanções ao Conselho de Segurança.

Em seu relatório anual mais recente, divulgado em 2 de março, a entidade disse que começou a investigar um possível pacto de cooperação militar e tecnológico assinado por Diosdado Cabello --que comanda o partido socialista governista da Venezuela e a Assembleia Nacional Constituinte leal a Maduro--durante uma viagem a Pyongyang em setembro de 2019.

A Reuters não conseguiu verificar se um acordo militar e tecnológico entre a Coreia do Norte e a Venezuela existe, e o relatório da ONU e cartas não deram qualquer detalhe. Em um tuíte de 2 de outubro de 2019, Maduro parabenizou Cabello pelos "acordos tremendos" assinados durante a viagem recente à Ásia, que incluiu paradas na Coreia do Norte e no Vietnã.

 

 

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