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Promotoria cobra agilidade na regulação e transporte de pacientes para o Hospital de Campanha

De acordo com o promotor de Justiça Bruno Fernandes, a preocupação se dá em razão do agravamento de pacientes no interior do estado do Pará

 

Uma reunião por videoconferência coordenada pela 8ª Promotoria de Justiça de Santarém, oeste do Pará, na quinta-feira (23), tratou do intercâmbio de informações, regulação e transporte de pacientes para o Hospital de Campanha de Santarém, que atende casos suspeitos e confirmados de covid-19, e recebe pacientes dos municípios da região.

Da reunião participaram representantes do HCS, 9ª Regional da Sespa e dos hospitais municipais de Almeirim, Belterra e Rurópolis.

De acordo com o promotor de Justiça Bruno Fernandes, que conduziu a reunião, há preocupação com relação à funcionalidade do Hospital de Campanha, em razão do agravamento de pacientes nos municípios do interior do estado, que necessitam de vagas imediatas por meio do sistema de regulação. Ele destacou que há casos de pacientes que saíram de outros municípios e chegaram ao HC com o quadro clínico grave ou piorado, e que devem haver diretrizes para identificar esses pacientes de forma antecipada.

Com base na vigência do contrato do Hospital de Campanha, deve ser possível utilizar de forma mais eficiente os serviços médicos prestados. O promotor destacou ainda que o MPPA atua pela humanização do atendimento aos pacientes, e solicitou a duplicação de tablets para que pudessem realizar o contato com familiares.

O médico infectologista do HCS, João Assy falou da importância de explicar aos familiares a impossibilidade de acesso e acompanhamento aos pacientes, mesmo que na transferência, como forma de prevenção.

Ao ir para o HCS paciente com suspeita de covid-19, caso ocorra o óbito no hospital, não é permitido o translado do corpo para o município de origem, devendo o sepultamento ocorrer em Santarém. De acordo com João Assy, os municípios que fazem os encaminhamentos devem informar essas condições ao pacientes e aos familiares. Disse ainda que abriram uma ala de isolamento que dá acesso aos familiares.

Em relação às transferências, o médico infectologista e diretor técnico do Hospital de Campanha, Alisson Brandão informou que podem ser realizadas de forma imediata, desde que preenchidos os requisitos de casos suspeitos do novo coronavírus, para evitar a entrada de pacientes com outras patologias com sintomas parecidos, correndo o risco de serem contaminados de forma direta pela doença tratada no HC. Informou ainda que estão sendo viabilizados alguns suportes para possibilitar ao paciente maior contato com a família e melhorar o quadro psicológico.

O médico do hospital de Belterra, Karlisson Cunha informou que há uma ala do hospital específica para atendimento aos casos de covid-19 e atualmente conseguem dar viabilidade às transferências. A representante da Unidade de Saúde da Alvorada, em Rurópolis, informou que estão observando a internação precoce em alguns casos, visando o tratamento imediato.

Segundo Karlisson, todos os pacientes da unidade estão sendo tratados de forma domiciliar ou em unidades básicas. Antes solicitavam a transferência, mas havia fila de espera e os pacientes chegavam para tratamento com quadro clinico de moderado para grave.

O representante do Hospital de Almeirim, Dicioney Miguel de Souza ressaltou que há dificuldades em relação às diferenças entre a vontade do médico e a vontade da família, no que se refere às transferências, e que alguns familiares do paciente demonstram resistência na transferência, por questões até mesmo culturais.

Durante a videoconferência, o médico regulador da 9ª Regional, Jociney Pedroso destacou a importância das informações prestadas pelos médicos das unidades básicas de origem e da documentação referente ao caso, para que possam agilizar o atendimento.

Pedroso ressaltou que há limite de horários do transporte nas aeronaves, visando a segurança dos envolvidos. É necessário que a solicitação compreenda o período da saída, alocação do paciente e retorno à cidade até às 19 horas. Antes de solicitar o transporte, o município deve informar as condições da pista de pouso, principalmente para viabilizar a escolha correta da aeronave.

Definições

Ao fim da reunião, foi definido que uma cópia da ata será encaminhada para todos os municípios da região, de modo a garantir o fluxo e conhecimento das condicionantes para encaminhamento de pacientes de suas localidades. Os municípios devem se manifestar em 48 horas, se possuem interesse de participação do objeto da reunião, e as respostas serão informadas ao Hospital de Campanha.

Será também enviado ofício ao Hospital de Campanha solicitando a listagem de todos os lotados no setor psicossocial, e os ramais de contato para realização de videochamadas aos pacientes oriundos das outras unidades de saúde.

 

 

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