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Casal que ameaçou manifestantes com armas nos EUA é formalmente acusado

Mark e Patricia McCloskey foram acusados de uso ilegal de arma, o tipo mais brando de crime, mas ainda mais sério do que uma simples contravenção. Advogado do casal diz acreditar “inequivocadamente” que nenhum crime foi cometido por seus clientes.

 

O casal de advogados que apontou armas para participantes de uma manifestação pacífica em St. Louis, nos Estados Unidos, em 28 de junho, foi acusado formalmente de uso ilegal de arma. No estado de Missouri, isso é considerado um crime de classe E, o tipo mais brando, mas ainda um crime, mais sério de que uma simples contravenção.

Segundo um comunicado da procuradora Kimberly Gardner, "é ilegal usar armas de maneira ameaçadora para os participantes de protestos não-violentos e, embora tenhamos sorte de que essa situação não tenha se transformado em força mortal, esse tipo de conduta é inaceitável em St. Louis".

“Devemos proteger o direito de protestar pacificamente, e qualquer tentativa de evitá-lo por meio de intimidação não será tolerada”, disse ainda a procuradora.

Imagens de Mark McCloskey com um rifle nos braços e sua mulher, Patricia, apontando uma pistola para pessoas que passavam em frente a residência do casal se espalharam por redes sociais e viraram notícia.

Vídeos mostram o casal gritando contra os manifestantes para que eles não entrem em sua propriedade. Eles ouvem que os manifestantes não tinham interesse em fazer isso.

Casal aponta armas para manifestantes em St. Louis, nos EUA

Casal aponta armas para manifestantes em St. Louis, nos EUA

Os McCloskey recusaram pedidos para conceder entrevistas, mas afirmaram que tinham o direito de proteger sua propriedade, embora diversas testemunhas tenham afirmado que ninguém tentou entrar em nenhum momento na área que pertence à casa deles.

No dia 10 de julho, foi emitida uma ordem de busca e apreensão contra o casal e a polícia esteve na residência com um mandado para recolher a arma usada por Mark no dia do protesto.

O advogado dos McCloskey, Joel Schwartz, também divulgou um comunicado, no qual chamou as acusações de “desanimadoras”, por acreditar “inequivocadamente” que nenhum crime foi cometido por seus clientes.

"Eu, juntamente com meus clientes, apoio o direito da Primeira Emenda de cada cidadão de ter sua voz e opinião ouvidas. Esse direito, no entanto, deve ser equilibrado com a Segunda Emenda e a lei do Missouri, que autorizam cada um de nós a proteger nosso lar e família de ameaças em potencial".

 

 

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