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Egito, Jordânia, França e Alemanha advertem Israel sobre anexação da Cisjordânia

Qualquer anexação dos territórios palestinos ocupados em 1967 seria uma violação do direito internacional e comprometeria os fundamentos do processo de paz, declararam os ministros após uma videoconferência conjunta.

 

Ministros das Relações Exteriores de França, Alemanha, Egito e Jordânia pediram a Israel nesta terça-feira (7) que abandone seus planos de anexar partes da Cisjordânia ocupada.

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"Concordamos que qualquer anexação dos territórios palestinos ocupados em 1967 seria uma violação do direito internacional e comprometeria os fundamentos do processo de paz", declararam os ministros após uma videoconferência conjunta.

Drone passeia pelos assentamentos israelenses na Cisjordânia, antes da possível anexação

Drone passeia pelos assentamentos israelenses na Cisjordânia, antes da possível anexação

O governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu havia estabelecido o dia 1º de julho como a data em que poderia começar a anexar as colônias judaicas na Cisjordânia e o estratégico Vale do Jordão.

Esta anexação está prevista no plano dos EUA para o Oriente Médio apresentado em janeiro pelo presidente Donald Trump e rejeitado pelos palestinos.

Até agora, Israel não fez nenhum anúncio oficial, o que indicaria apenas que as negociações continuam entre autoridades dos EUA e chefes de segurança israelenses.

"Não reconheceremos nenhuma modificação das fronteiras de 1967 que não tenha sido aceita pelas duas partes no conflito", disseram os ministros nesta declaração conjunta.

A eventual anexação teria "consequências nas relações com Israel", alertaram, lembrando o compromisso com uma solução de "dois Estados" baseada no direito internacional.

Nas últimas semanas, a União Europeia (UE) lançou uma campanha diplomática contra este projeto de anexação.

Heiko Maas, chefe da diplomacia alemã, cujo país acaba de assumir a presidência pro tempore (6 meses) do Conselho da UE, viajou a Jerusalém no mês passado, onde expressou "sérias preocupações".

No entanto, sem o apoio unânime de seus membros, a UE não pode ameaçar Israel impondo sanções econômicas oficiais.

Depois de ocupar a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel começou a estabelecer uma rede de colônias ali, cuja construção continua até hoje, embora tenha sido declarada ilegal sob a lei internacional.

 

 

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