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Porta-voz da Casa Branca admite que não há critério específico para restringir entrada a certos países durante pandemia

Perguntada por que as restrições não estão em vigor a outros países onde ainda há altas taxas de transmissão do novo coronavírus, secretária de Imprensa de Trump disse que não há critério e que a decisão é tomada para colocar os EUA em primeiro lu

 

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, admitiu nesta segunda-feira (6) que o governo dos Estados Unidos não tem nenhum critério específico para definir quais países devem ser incluídos e excluídos nas restrições de viagens impostas pelo governo de Donald Trump.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o governo Trump vem restringido a entrada de pessoas provenientes de países com alta transmissão da Covid-19: primeiro, a China, depois, em março, a maior parte da Europa e, em maio, o Brasil.

Embora as taxas da doença tenham retrocedido nos países europeus, que já começaram a reabertura, os EUA ainda aplicam restrições ao continente. No entanto, em países como Rússia e México — onde a pandemia ainda preocupa —, a Casa Branca não impôs bloqueios.

Homem usa máscara em trem do aeroporto de Atlanta, no estado da Geórgia, nos EUA, nesta quinta-feira (23) — Foto: Chandan Khanna/AFP

Perguntada pela repórter da GloboNews Raquel Krähenbühl quais seriam os critérios adotados pelos EUA, a secretária de Imprensa e porta-voz da Casa Branca respondeu:

"Eu não tenho critérios específicos para te falar [...] O presidente Trump e seu governo estão tomando ações contundentes, decisivas e frequentes para garantir a segurança de nosso país, e uma boa parte disso são as restrições de viagem".

"Estamos trabalhando com países no mundo, e esperamos que haja um dia em que as viagens internacionais sejam retomadas, mas agora é uma questão de colocar a América [os EUA] em primeiro lugar", acrescentou Kayleigh McEnany.

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EUA 'líderes'

Perguntada sobre como o governo acredita que o mundo esteja avaliando o desempenho dos EUA no combate à Covid-19, McEnany respondeu que acha que o país é visto como "líder" na luta contra a pandemia.

"A razão pela qual a mortalidade nos EUA é bem menor [do que na Europa] é por causa do trabalho extraordinário que temos feito", disse.

Os números do novo coronavírus, no entanto, não param de crescer nos EUA: o país registra quase 3 milhões de casos, no acumulado desde o início da pandemia, e mais de 130 mil morreram por causa da Covid-19. Estados como Flórida e Texas tiveram de voltar atrás nas medidas de reabertura.

Além disso, assim como ocorre com visitantes do Brasil, a entrada de pessoas provenientes dos EUA continua restrita na maior parte da União Europeia e no Reino Unido.

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