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Impacto do isolamento social e o adoecimento mental na comunidade LGBTQI+ é tema de debate neste sábado

Segundo estudo inédito no Brasil, a população LGBTQI+ é mais vulnerável a quadros de doença mental e ao desemprego na pandemia.

 

O impacto do isolamento social e do adoecimento mental atinge de forma mais profunda a população LGBTQI+, é o que aponta um estudo inédito no Brasil divulgado no último dia 28, quando é celebrado o Dia Internacional contra a LGBTfobia. O assunto é tema de debate realizado no sábado (4), às 16h, pelas redes sociais do Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP-10).

De acordo com dados levantados entre dez mil pessoas consultadas pelo coletivo “#VoteLGBT” e por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e Unicamp, os problemas de saúde mental durante o isolamento social são a maior preocupação dos entrevistados, afirmaram 44% das lésbicas; 34% dos gays; 47% dos bissexuais e pansexuais; e 42% das transexuais. Já 21,6% do mesmo grupo de pessoas informou estar desempregado. A título de comparação, a taxa de desemprego no Brasil durante o primeiro trimestre de 2020 foi de 12,2%, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na pesquisa do coletivo, 28% dos entrevistados afirmaram já ter recebido diagnóstico prévio de depressão. A marca é quase quatro vezes maior que a registrada entre a população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013).

O papel da psicologia neste cenário é tema do livro “Tentativas de aniquilamento de subjetividades LGBTIs”, organizado pelo Conselho Federal de Psicologia. A publicação traz relatos de pessoas que foram submetidas a tratamentos de “cura gay” – prática não reconhecida pelo Código de Ética Profissional da Psicologia no Brasil.

Colhidos entre pacientes de diversas cidades do país, inclusive em Belém, os depoimentos retratam o intenso sofrimento psicológico desencadeado pelo preconceito e potencializado pela atuação de profissionais da saúde mental que se amparam no fundamentalismo religioso para patologizar a sexualidade – um comportamento marcado pela falta de ética e que pode culminar em consequências devastadoras já que reafirma, no meio terapêutico, a exclusão e a opressão que costuma assolar pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTIs).

“O profissional da saúde e da educação precisa estar comprometido com o combate ao preconceito, e ser aliado na luta por direitos das pessoas LGBTIs, desde a garantia da cidadania, políticas públicas e cuidados especializados. Não podemos abrir espaço para o obscurantismo que condena e persegue a sexualidade. Não há embasamento científico que ampare qualquer tentativa de ‘cura gay’”, destaca Jureuda Guerra, presidente do CRP-10.

Participam do debate Brenda Motta Costa, mestra em Psicologia Social e especialista em Arte-Terapia, membro da Ong Olívia; Celestino Galvão, doutor em Saúde Pública pela FioCruz, colaborador no Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidade e professor da Faculdade de Macapá; Dalcira Ferrão, psicóloga, mulher negra, bissexual e militante LBGTI, conselheira Federal de Psicologia; e Isadora Canto, especialista em gênero e diversidade na escola, pesquisadora sobre a saúde mental LGBT+ e coordenadora da seção Amapá do CRP-10.

Serviço

Debate: Saúde mental em tempos de pandemia e a atuação da psicologia, neste sábado, 4, às 16h, nas redes sociais no CRP-10.

 

 

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